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Por que a I.A chinesa DeepSeek foi banida de órgãos governamentais dos EUA?
Publicado 25/10/2026 • 13:00 | Atualizado há 28 minutos
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Publicado 25/10/2026 • 13:00 | Atualizado há 28 minutos
Foto: unsplash
Por que a IA chinesa DeepSeek foi banida de órgãos governamentais dos EUA
O governo dos EUA determinou que agências civis federais suspendam a compra de produtos e serviços da DeepSeek. A ordem também exige a retirada da tecnologia chinesa dos sistemas de informática da administração pública. Anunciada em 20 de outubro, a medida busca proteger a segurança nacional. O governo americano teme que autoridades chinesas possam acessar informações sensíveis por meio da plataforma.
A ordem também abrange produtos e serviços de terceiros que utilizam a tecnologia da startup. Segundo o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), a medida vale para novas aquisições e sistemas existentes. As agências, porém, podem solicitar exceções.
Leia também: China critica veto dos EUA à DeepSeek e promete defender empresas chinesas
Segundo as autoridades americanas, a DeepSeek pode representar um risco na gestão dos dados dos usuários. O governo teme que a legislação chinesa permita às autoridades do país acessar informações sensíveis. A ordem, contudo, apresenta essa possibilidade como uma preocupação de segurança, sem comprovar que houve acesso a dados governamentais.
A decisão amplia as restrições americanas ao uso de tecnologias chinesas em estruturas governamentais. Em dezembro de 2025, uma lei já havia limitado o uso da DeepSeek em sistemas de segurança nacional ligados à inteligência. Agora, as medidas alcançam também agências civis federais e seus sistemas de tecnologia da informação.
A iniciativa ocorre em meio à disputa entre Estados Unidos e China pelo desenvolvimento de inteligência artificial. A DeepSeek ganhou espaço no setor com modelos de baixo custo e pesos abertos, que permitem a desenvolvedores acessar componentes centrais dos sistemas e utilizá-los em diferentes aplicações, conforme as condições de distribuição.
Essa estratégia desafia concorrentes americanos, como OpenAI e Meta, e ampliou o interesse pela tecnologia chinesa. Ao mesmo tempo, a empresa passou a enfrentar questionamentos sobre segurança, propriedade intelectual e concorrência internacional.
A medida provocou reação de Pequim. Na terça-feira, 20 de outubro, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que o país se opõe à ampliação do conceito de segurança nacional para justificar restrições comerciais e tecnológicas. Segundo a declaração oficial, a China também defenderá os direitos e interesses legítimos de suas empresas.
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Siga o Times | CNBCAlém disso, o país estaria avaliando restrições à exportação de 23 tecnologias relacionadas à inteligência artificial. Segundo a Bloomberg, a proposta incluiria projetos de chips e determinados modelos avançados de I.A, com o objetivo de enfrentar riscos de segurança e uso indevido.
A startup está sob escrutínio de governos e reguladores desde janeiro de 2025, quando seu modelo de raciocínio R1 ganhou destaque e provocou uma forte queda nas ações da Nvidia.
Em setembro de 2026, os Estados Unidos acusaram a DeepSeek e outras cinco empresas chinesas de inteligência artificial, incluindo Alibaba e Moonshot AI, de utilizar a destilação de modelos em larga escala para extrair informações de sistemas americanos.
A técnica utiliza respostas de um modelo de I.A para treinar outro. Embora possa ajudar a desenvolver sistemas mais eficientes, seu uso gera controvérsias quando envolve a coleta não autorizada de resultados de ferramentas de terceiros.
Leia também: Huawei desenha próximos chips de IA com a DeepSeek e mira superar o muro de software que protege a Nvidia
A OpenAI informou a parlamentares americanos, no início de 2026, que havia identificado tentativas suspeitas da DeepSeek de destilar seus modelos. Separadamente, a Anthropic afirmou ter detectado tentativas não autorizadas da startup e de outros laboratórios chineses de coletar respostas do Claude, seu sistema de inteligência artificial.
Essas acusações ampliam a pressão sobre a DeepSeek, mas não constituem a justificativa específica da nova ordem federal, que se concentra nos riscos relacionados ao tratamento de dados e à segurança nacional.
Com as novas restrições, os EUA ampliam o controle sobre o uso da DeepSeek e de outras tecnologias chinesas em órgãos públicos. A decisão também evidencia como a disputa entre Washington e Pequim envolve não apenas o desenvolvimento de modelos de inteligência artificial, mas também a proteção de dados e o acesso a tecnologias estratégicas.
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