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Trump anuncia fábrica de US$ 4 bilhões da Audi na Geórgia, nos EUA
Publicado 25/10/2026 • 09:10 | Atualizado há 23 minutos
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Publicado 25/10/2026 • 09:10 | Atualizado há 23 minutos
KEY POINTS
Divulgação/Audi AG
O Audi RS Q8 performance, modelo da montadora alemã que anunciou investimento de US$ 4 bilhões para construir sua primeira fábrica de montagem nos Estados Unidos, com capacidade para produzir 200 mil SUVs por ano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no sábado (24) que a Audi planeja construir uma fábrica de US$ 4 bilhões no estado americano da Geórgia, com capacidade para produzir 200 mil SUVs por ano. O anúncio ocorre em meio aos esforços do republicano para conquistar apoio nas eleições legislativas de 3 de novembro.
Trump, que vem pressionando montadoras a transferir a produção para os Estados Unidos e elevou as tarifas sobre automóveis, aço, alumínio e autopeças, fez o anúncio durante um comício em Perry, perto de Macon, na região central da Geórgia. A Audi, marca de luxo do grupo Volkswagen, pretende instalar ali sua primeira fábrica de montagem de veículos em território americano.
No ano passado, as tarifas impostas por Trump causaram um impacto de 1,2 bilhão de euros (US$ 1,4 bilhão) à Audi, que importa da Europa ou do México todos os veículos vendidos no mercado americano.
A Geórgia terá disputas acirradas para o Senado e o governo estadual. Trump tenta convencer os eleitores de que suas tarifas sobre o setor automotivo estão beneficiando a economia americana. Críticos da política comercial, porém, afirmam que as medidas elevaram os preços dos veículos e que a incerteza sobre as regras de comércio levou algumas montadoras a adiar investimentos.
“Planejamos trazer nossos SUVs maiores e mais sofisticados para produzi-los aqui em Macon, na Geórgia”, afirmou Gernot Döllner, CEO da Audi, durante o evento. “Este é um investimento de longo prazo, porque acreditamos no mercado americano.”
Leia também:Volkswagen e Audi fazem recall de quase 3 milhões de carros; saiba quais
Segundo a Audi, o investimento deve criar aproximadamente 4.500 empregos. A construção da unidade está prevista para começar em 2027, com o início da produção programado para o começo da década de 2030.
A fábrica deverá produzir os SUVs Audi Q7, Q8 e Q9, segundo uma autoridade americana ouvida pela Reuters.
A Audi também pretende produzir 25 mil veículos por ano na Carolina do Sul, estado vizinho à Geórgia, de acordo com a mesma autoridade. Parte desses modelos, atualmente fabricados na Europa, seria destinada à exportação.
A produção ficará a cargo da Volkswagen, em uma fábrica de US$ 2 bilhões da marca de veículos off-road Scout Motors, que está sendo construída em Blythewood, perto de Columbia, capital da Carolina do Sul.
Trump reduziu os incentivos governamentais para veículos elétricos, o que provocou uma queda significativa na produção americana de carros elétricos e baterias. O número de trabalhadores empregados na fabricação de veículos e autopeças nos Estados Unidos também diminuiu desde que o presidente assumiu o cargo, no ano passado.
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Siga o Times | CNBCDurante o comício, um Audi dourado com placas de identificação da montadora estava estacionado do lado de fora do evento.
O senador republicano Bernie Moreno, de Ohio, afirmou na noite de sábado que, com o novo investimento, a Audi passará a fabricar todos os seus SUVs exclusivamente nos Estados Unidos.
Segundo Moreno, a fábrica “jamais teria saído do papel sem as tarifas, sem regulamentações baseadas no bom senso e sem acabar com a capacidade da Califórnia de estabelecer padrões de eficiência no consumo de combustível”.
As vendas globais da Audi caíram por dois anos consecutivos e recuaram 7% no primeiro semestre de 2026, pressionadas pela forte concorrência na China e pelas tarifas americanas. Nos Estados Unidos, as vendas da montadora acumulam queda de 16% neste ano.
Na Alemanha, a fábrica da Audi em Neckarsulm, no sudoeste do país, está entre as quatro unidades do grupo Volkswagen que podem ser fechadas depois de 2030.
Outras montadoras também estão revendo seus investimentos nos Estados Unidos diante das mudanças na política comercial.
Em julho, a japonesa Toyota anunciou um investimento de US$ 3,6 bilhões para construir uma nova linha de montagem de caminhonetes em seu complexo industrial de San Antonio, no Texas, e transferir parte da produção do México para os Estados Unidos.
A expansão, que ocupará aproximadamente 232 mil metros quadrados, deverá ser concluída até 2030, com a criação de 2 mil empregos.
A Honda também estuda construir uma fábrica nos Estados Unidos, mas alertou que poderá desistir do projeto caso o acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá (USMCA) não seja prorrogado.
No ano passado, a sul-coreana Hyundai afirmou que a garantia de continuidade do acordo permitiria liberar imediatamente mais de US$ 20 bilhões em novos investimentos nos Estados Unidos.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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