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EXCLUSIVO CNBC: Boom de data centers impulsiona demanda por aço, diz CEO da BlueScope
Publicado 17/08/2026 • 18:37 | Atualizado há 50 minutos
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Publicado 17/08/2026 • 18:37 | Atualizado há 50 minutos
KEY POINTS
A expansão dos data centers deve continuar sustentando a demanda por aço na América do Norte, segundo Tania Archibald, CEO e diretora-geral da BlueScope. Em entrevista exclusiva à CNBC, a executiva afirmou que o segmento já representa uma parcela relevante da carteira de pedidos da companhia e contribui para a força observada em diferentes áreas do mercado.
“Os data centers provavelmente estão trazendo um nível de força ao mercado. Vemos isso em todo o portfólio”.
Segundo a executiva, além da infraestrutura para inteligência artificial e computação em nuvem, os setores automotivo, de construção e industrial também apresentam desempenho positivo.
“Quando olhamos para a indústria, o segmento automotivo é bem forte. Boa atividade em autos e construção, boa atividade industrial”.
A demanda por data centers aparece de forma especialmente relevante no negócio de edifícios pré-fabricados da companhia. “Existe um grau razoável na nossa carteira de pedidos para este ano em data centers”.
Para Archibald, a força da demanda ocorre em um momento no qual os clientes demonstram maior capacidade de lidar com as incertezas dos últimos anos.
“Eles superaram a incerteza dos últimos dois anos e estão simplesmente a seguir em frente”.
A América do Norte continua sendo considerada pela BlueScope um dos principais mercados para expansão. Apesar disso, a estratégia atual está mais concentrada no crescimento orgânico dos negócios existentes do que em novas aquisições.
“Encaramos a América do Norte como um dos nossos principais motores de crescimento e continuamos a expandir na América do Norte”.
A companhia mantém um plano de crescimento para a Northstar, além de trabalhar na recuperação do negócio de produtos revestidos da BlueScope.
A CEO também vê potencial de expansão para produtos pintados e para a área de edifícios, novamente impulsionada pela construção de data centers.
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Siga o Times | CNBC“Estamos muito focados em nossos ativos principais e no crescimento deles. Então é muito mais um foco orgânico do que um foco em fusões e aquisições”.
Outro ponto abordado pela executiva foram as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre o aço australiano. Segundo Archibald, o impacto das tarifas foi positivo para as operações da companhia na América do Norte.
Na Austrália, a BlueScope mantém o foco no mercado doméstico. A companhia também defende mudanças na política energética do país, especialmente diante dos preços do gás natural.
Segundo Archibald, a escassez de gás no mercado doméstico australiano nos últimos anos elevou os custos de energia e afetou consumidores industriais. A executiva considera positiva a implementação de uma reserva doméstica de gás pelo governo federal.
“Achamos que essa é uma reforma fantástica e só pode ser benéfica para o negócio australiano”.
A questão energética também é considerada estratégica para os próximos anos. A BlueScope avalia que uma das principais rotas tecnológicas para a transição da indústria siderúrgica será o ferro de redução direta, processo que demanda gás natural.
“Quando pensamos na transição da nossa tecnologia nos próximos 10 a 15 anos, achamos que o caminho mais provável é o ferro de redução direta, que requer mais gás natural. Essa reforma será vital para nós”, disse.
A executiva também comentou o aumento das exportações de aço da China e o impacto do excesso de capacidade chinesa sobre o mercado global.
Para Archibald, o cenário atual não necessariamente representa uma característica permanente da indústria siderúrgica. A resposta da companhia, segundo ela, está concentrada em produtividade, controle de custos e produtos de maior valor agregado.
“Não penso que seja necessariamente uma característica permanente. Penso que é apenas a realidade com a qual estamos a lidar hoje”.
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