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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Bullish defende aprovação do Clarity Act e vê tokenização como futuro do mercado financeiro
Publicado 13/08/2026 • 17:41 | Atualizado há 59 minutos
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Publicado 13/08/2026 • 17:41 | Atualizado há 59 minutos
KEY POINTS
O CEO da Bullish, Tom Farley, defendeu a aprovação do Clarity Act, projeto de lei que busca estabelecer regras federais para o mercado de ativos digitais nos Estados Unidos. Em entrevista exclusiva à CNBC, o executivo afirmou que uma legislação mais clara poderia ampliar a participação de instituições financeiras no setor e acelerar o processo de tokenização de ativos.
A defesa ocorre em um momento de transição para o mercado de criptomoedas. Segundo Farley, enquanto o segmento tradicional de criptoativos enfrenta um período de maior dificuldade, a tokenização de ativos financeiros ganhou força e passou a concentrar parte relevante das expectativas da indústria.
“Eu adoraria a lei Clarity e disse isso desde o início. Encorajo nossos colegas do setor a parar de reclamar e apenas apoiar o projeto”.
Para o executivo, a aprovação do marco regulatório poderia criar maior segurança jurídica para instituições que ainda não oferecem serviços relacionados a ativos digitais. Farley citou, como exemplo, grandes bancos de Nova York que ainda não mantêm Bitcoin para clientes de patrimônio privado.
O CEO da Bullish avalia que a regulamentação também poderia contribuir para uma nova onda de participação institucional, ao estabelecer parâmetros mais claros sobre a classificação e o tratamento dos diferentes ativos digitais.
A estratégia da Bullish, porém, vai além das criptomoedas tradicionais. Farley afirma que a companhia está direcionando seus negócios para a tokenização de valores mobiliários, processo que transforma ativos financeiros tradicionais em representações digitais registradas em blockchains.
Segundo ele, o mercado global de valores mobiliários movimenta cerca de US$ 300 trilhões, o que representa uma oportunidade muito maior do que o mercado de criptomoedas puras.
“A pergunta não é mais se a tokenização vai acontecer. Agora é: quão rápido será e quão grande será o vencedor?”.
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Siga o Times | CNBCA mudança de perspectiva também aparece na forma como investidores e empresas passaram a discutir a tecnologia. De acordo com Farley, há cerca de um ano o debate estava concentrado na possibilidade de a tokenização efetivamente ganhar escala. Agora, a discussão está voltada para velocidade de adoção e para quais empresas estarão melhor posicionadas para capturar esse crescimento.
O executivo também destacou que a Bullish não depende necessariamente da aprovação do Clarity Act para desenvolver seu modelo de negócios. Isso porque a tokenização de valores mobiliários já está inserida em um ambiente regulatório estabelecido há décadas.
“Para onde estamos indo com nosso negócio é sobre valores mobiliários. Há 100 anos de leis e regras que sustentam como os valores mobiliários devem funcionar”, afirmou.
Apesar disso, Farley considera que a aprovação da legislação seria importante para reduzir incertezas e facilitar a participação de instituições reguladas, como bancos, corretoras, custodiante e outras empresas de infraestrutura financeira.
O avanço do projeto, no entanto, enfrenta obstáculos políticos. Farley citou divergências entre parlamentares republicanos em relação às stablecoins e questões envolvendo as regras para DeFi.
O executivo também mencionou questões políticas relacionadas à família Trump como outro elemento que pode dificultar a construção de um acordo, especialmente com a aproximação das eleições.
Para o CEO da Bullish, o momento exige maior disposição dos participantes do setor para apoiar uma legislação comum, mesmo que o texto não atenda integralmente aos interesses de todos os agentes do mercado.
A visão de Farley ocorre enquanto a Bullish amplia sua atuação na infraestrutura para ativos tokenizados. A companhia anunciou em maio um acordo de US$ 4,2 bilhões para adquirir a Equiniti, operação que pretende combinar a infraestrutura de blockchain da Bullish com a rede de emissores e acionistas da empresa britânica.
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