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Master Capixaba: entenda em 5 pontos o caso que envolve a Apex Partners e a CVC
Publicado 13/08/2026 • 17:25 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/08/2026 • 17:25 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação
Master Capixaba: entenda em 5 pontos o caso que envolve a Apex Partners e a CVC
A crise da Apex Partners ganhou força após a descoberta de inconsistências financeiras dentro do grupo. A empresa, que possui mais de 15% da CVC, enfrenta uma dívida de R$ 986 milhões e iniciou uma auditoria para entender o tamanho do problema.
O caso envolve a compra de ações da CVC, fundos ligados à Apex Partners, Carbyne e Rhyno, além do afastamento de executivos. Agentes do mercado passaram a chamar a operação de “Master Capixaba”.
Leia também: Garantia usada pela Apex Partners para comprar fatia da CVC violava regras do mercado, dizem reguladores
A Apex Partners comprou uma participação relevante na CVC ao longo de 2025 e 2026. Atualmente, o grupo detém mais de 15% da companhia de turismo.
Para financiar parte dessa operação, a Apex utilizou recursos que estavam sob sua gestão e de fundos ligados à Carbyne e à Rhyno. No total, essas estruturas reuniam parte dos R$ 17,5 bilhões sob gestão mencionados na operação.
Um dos produtos que aparece no caso é o BRM Carbyne Crédito Estruturado Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios.
O fundo possui 909 cotistas e patrimônio líquido de R$ 160,5 milhões. O BTG Pactual comunicou o fechamento da classe para resgates após o volume de pedidos superar a liquidez disponível na carteira.
A estrutura ligada à CVC oferecia retorno de 100% do CDI ou a valorização das ações da companhia. A queda superior a 30% dos papéis da CVC desde o início de 2026 dificultou o andamento dessa garantia.
Além disso, fontes do mercado ouvidas pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC estimam um problema entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão.
Na sequência do processo, em 6 de agosto, os sócios afastaram Fernando Antonio Kulnig Cinelli da presidência da Apex Partners e do conselho de administração. A companhia também retirou Eduardo Siqueira da diretoria financeira.
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Siga o Times | CNBCA empresa afirmou que encontrou “inconsistências financeiras” e anunciou que pretende cobrar Cinelli na Justiça por suposta gestão temerária e má-fé. O grupo também busca o bloqueio preventivo dos bens do executivo.
Cinelli afirmou, por meio de nota, que pretende colaborar para preservar a companhia, os investidores e os acionistas, além de esclarecer os fatos com transparência.
A situação financeira do grupo também chamou atenção pelo tamanho da dívida. A Apex Partners acumula cerca de R$ 986 milhões em débitos.
Ao mesmo tempo, a empresa contratou uma auditoria externa e independente para calcular o impacto das inconsistências e entender a situação das operações. O valor se aproxima da estimativa de até R$ 1 bilhão apontada por fontes do mercado para o tamanho da dívida.
Leia também: Quem é Guilherme Paulus, fundador e sócio da CVC ligado à Apex Partners no caso “Master Capixaba”
Após o afastamento de Cinelli, Marcelo Murad, um dos sócios da Apex Partners, assumiu interinamente a presidência do grupo. A mudança acontece enquanto a companhia tenta organizar suas contas e concluir a auditoria externa. A empresa afirma que mantém as operações e o atendimento aos clientes durante esse processo.
O grupo também encerrou a parceria com o BTG na frente de investimentos financeiros. Segundo a Apex Partners, as contas dos clientes continuam sob custódia do banco durante a transição.
“O empresário Fernando Antonio Kulnig Cinelli, fundador da Apex Partners, está dedicado e comprometido a contribuir da melhor forma para a preservação da companhia, seus investidores e acionistas. Com o gesto, ele demonstra sua disposição em esclarecer todas as questões levantadas com total transparência e idoneidade.”
Sobre a dispensa da obrigatoriedade de realização de oferta pública de aquisição de ações (OPA) caso os acionistas ultrapassem, em conjunto, os 25% de participação, a CVC informou que a cláusula permanece vigente e que não houve qualquer alteração ou supressão do mecanismo. Segundo a companhia, a assembleia aprovou apenas uma concessão específica, também conhecida como “waiver”. A empresa afirma ainda que essa possibilidade é prevista no Estatuto Social e que a decisão foi aprovada pela maioria dos acionistas presentes, sem a participação dos interessados.
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