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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Taylor Morrison diz que venda à Berkshire marca nova fase para a companhia

Publicado 01/06/2026 • 20:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Berkshire Hathaway anunciou acordo para comprar a construtora Taylor Morrison por US$ 6,8 bilhões.
  • CEO Cheryl Palmer afirmou à CNBC que a transação dá à empresa “capital paciente” para atravessar ciclos do setor imobiliário.
  • Executiva disse que a combinação com a Berkshire permite investir em terrenos, comunidades e crescimento de longo prazo.

A compra da Taylor Morrison pela Berkshire Hathaway marca uma nova fase para a construtora americana, afirmou Cheryl Palmer, CEO da companhia, em entrevista exclusiva à CNBC.

A Berkshire anunciou acordo para adquirir a Taylor Morrison por US$ 6,8 bilhões. A operação deve ser concluída no segundo semestre do ano.

“É um momento muito empolgante entrar para a família Berkshire Hathaway”, disse Palmer. “É uma oportunidade única na vida para a companhia, para a marca e para os integrantes da equipe em todo o país.”

Segundo a executiva, as conversas com Greg Abel, executivo da Berkshire Hathaway, começaram há poucas semanas. Para Palmer, a proposta demonstrou confiança no que a Taylor Morrison construiu ao longo de 13 anos como empresa listada em bolsa.

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A CEO afirmou que a Berkshire viu na empresa uma oportunidade de criar uma plataforma nacional no setor de construção residencial. O grupo já tem exposição ao segmento por meio de negócios como Clayton Homes e Benjamin Moore.

Palmer disse que a principal vantagem da transação é permitir que a Taylor Morrison pense em ciclos mais longos, especialmente em um setor marcado por oscilações de demanda, juros e disponibilidade de terrenos.

“Isso nos permite focar no jogo de longo prazo”, afirmou. “Adquirir terrenos no momento certo, aos preços certos, investir durante quedas de ciclo, talvez quando outros recuem, e construir comunidades que podem levar anos e anos para se desenvolver.”

A executiva afirmou que esse perfil combina com o modelo da Berkshire, conhecido por manter empresas por longos períodos e dar autonomia operacional às companhias adquiridas.

“Esse é exatamente o benefício do capital paciente que a Berkshire oferece às empresas que possui”, disse.

Questionada sobre a avaliação da empresa, Palmer afirmou que o conselho analisou transações comparáveis, o histórico de negociação das ações e o momento do ciclo imobiliário antes de aceitar a proposta.

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Segundo ela, acionistas demonstraram entusiasmo com a operação e enxergaram compatibilidade cultural entre as empresas.

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“Berkshire compra empresas porque acredita nelas. Eles deixam essas empresas continuarem fazendo o que fazem”, afirmou.

Palmer disse que a combinação reúne uma das marcas mais respeitadas do mundo com uma construtora que se posiciona como uma das mais confiáveis dos Estados Unidos.

“Acho que estamos juntando a marca mais confiável, admirada e respeitada do planeta com a construtora mais confiável por 11 anos consecutivos. É uma combinação maravilhosa”, disse.

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