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EXCLUSIVO CNBC: CEO do Goldman Sachs diz que IA não deve causar desemprego estrutural
Publicado 02/06/2026 • 22:28 | Atualizado há 4 dias
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Publicado 02/06/2026 • 22:28 | Atualizado há 4 dias
KEY POINTS
A inteligência artificial deve provocar deslocamentos no mercado de trabalho, mas não deve gerar desemprego estrutural massivo, afirmou David Solomon, CEO do Goldman Sachs, em entrevista exclusiva à CNBC.
Segundo o executivo, a economia americana é dinâmica, cria novos empregos e tende a se adaptar ao avanço tecnológico, ainda que o ritmo acelerado da IA torne essa transição mais desafiadora.
“Eu não acredito que teremos um desemprego estrutural massivo, mas acredito que a IA vai interromper empregos e causar deslocamento”, disse Solomon.
O CEO afirmou estar “extraordinariamente animado” com a possibilidade de a inteligência artificial elevar a produtividade e expandir a economia à medida que for incorporada pelas empresas.
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Para ele, a adoção da tecnologia não será linear nem simples. Solomon disse esperar desequilíbrios no processo, como ocorreu em outros ciclos de transformação tecnológica.
“Tenho certeza de que haverá desequilíbrios, como sempre existiu conforme a tecnologia é escalada e implementada em nossa economia”, afirmou.
Solomon disse que a velocidade da mudança é um dos fatores que diferenciam a IA de ciclos tecnológicos anteriores. Segundo ele, o ritmo acelerado pode tornar o processo mais desestabilizador.
“Acho que uma das coisas diferentes aqui é o ritmo da mudança, o ritmo com que está se movendo”, disse.
Apesar disso, o executivo afirmou acreditar que, em um horizonte de dez anos, a economia continuará com nível razoável de pleno emprego e maior produtividade.
“Creio que isso vai gerar um boom de crescimento e produtividade que pode ser bem construtivo”, afirmou.
Solomon defendeu que empresas e governos atuem na requalificação de trabalhadores. Segundo ele, caso a ruptura causada pela IA atinja grupos específicos de forma mais intensa, será necessário criar políticas para suavizar a transição.
“Se a interrupção chegar a um ponto onde cause muita ruptura para certos grupos de pessoas, então governo e empresas têm a responsabilidade de trabalhar em políticas para suavizar essa jornada”, disse.
O CEO do Goldman Sachs também rejeitou a ideia de que o impacto da IA possa ser resumido em respostas simples sobre substituição de empregos. Ele afirmou que a economia americana é baseada em serviços e que uma parcela relevante dos empregos envolve pessoas atendendo pessoas.
“Existe uma quantidade enorme da economia que tem a ver com pessoas servindo pessoas, e isso não está mudando tão rapidamente”, afirmou.
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Seguir no GoogleSolomon disse que o debate atual se concentra sobretudo em determinados empregos de colarinho branco, mas lembrou que outros setores também passaram por grandes rupturas em ciclos anteriores, como a manufatura nas últimas décadas.
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Para ele, a economia tende a criar novas funções e exigir novas habilidades ao longo do tempo.
“A economia é muito ágil. Novos trabalhos são criados, novas habilidades surgem e as pessoas evoluirão”, afirmou.
O executivo disse que líderes empresariais querem uma discussão menos alarmista sobre o tema, baseada em fatos e voltada a equilibrar benefícios e riscos.
“As pessoas não gostam da narrativa do fim do mundo. Elas querem uma narrativa produtiva sobre os prós e contras”, afirmou.
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