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Goldman Sachs projeta Brasil eliminado pela Argentina na Copa do Mundo

Publicado 29/05/2026 • 19:00 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Goldman Sachs projetou um cenário em que o Brasil avançaria até as semifinais da Copa do Mundo, mas perderia para a Argentina.
  • De acordo com o relatório, a Espanha aparece como principal favorita ao título, com 26% de probabilidade, seguida por França (19%), Argentina (14%), Brasil (8%) e Inglaterra (5%).
  • O modelo utiliza dados históricos de partidas oficiais desde 1978 para estimar o número de gols, além de informações sobre desempenho de artilheiros em ligas nacionais e competições de clubes, incorporando também o momento recente das seleções.

Foto: CBF

O Goldman Sachs projetou um cenário em que o Brasil avançaria até as semifinais da Copa do Mundo, mas não teria um final feliz. De acordo com o time de analistas em um relatório divulgado nesta sexta-feira (29), a Seleção Brasileira passaria da fase de grupos, oitavas e quartas, mas acabaria eliminada pela Argentina. Em um cenário mais otimista, na disputa pelo terceiro lugar, o time brasileiro também perderia para a França, encerrando o torneio na quarta posição.

A estimativa faz parte de um modelo estatístico desenvolvido pelo banco para simular o desempenho das seleções no Mundial. De acordo com o relatório, a Espanha aparece como principal favorita ao título, com 26% de probabilidade, seguida por França (19%), Argentina (14%), Brasil (8%) e Inglaterra (5%). O estudo também observa que a condição de atual campeã tende a reduzir ligeiramente as chances da Argentina.

Os economistas responsáveis pelo levantamento ressaltam que, apesar do rigor estatístico, o futebol carrega um alto grau de incerteza, o que limita o poder preditivo do modelo. Ainda assim, o cenário simulado desenha uma trajetória do Brasil com vitórias sobre Marrocos, Haiti e Escócia na fase de grupos, seguida de triunfos sobre Japão, Noruega e Inglaterra no mata-mata.

Na simulação, a final seria entre Espanha e Argentina, com vitória espanhola e conquista de um segundo título mundial. O modelo utiliza dados históricos de partidas oficiais desde 1978 para estimar o número de gols, além de informações sobre desempenho de artilheiros em ligas nacionais e competições de clubes, incorporando também o momento recente das seleções.

O estudo ainda considera fatores comportamentais e contextuais, como o chamado “efeito mental”, que sugere desempenho abaixo da média de seleções campeãs na edição seguinte do torneio, além da tendência de maior dificuldade contra equipes europeias. Também entra na conta o possível ganho de desempenho de seleções tradicionais em Copas e o impacto de jogar em casa.

Apesar disso, o próprio relatório reconhece limitações importantes, como a não inclusão de variáveis como condição física dos atletas, desempenho individual em tempo real e decisões técnicas dos treinadores, fatores que podem alterar significativamente o resultado final. O banco cita, inclusive, que um eventual “efeito Ancelotti” no comando do Brasil poderia mudar o cenário projetado.

Como referência adicional, o modelo também foi aplicado retroativamente à última Copa do Mundo: à época, o Brasil aparecia como favorito com 24% de chance, mas acabou eliminado nas quartas de final pela Croácia, enquanto a Argentina, com 21%, ficou com o título.

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