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Goldman mantém recomendação de compra para Azzas apesar de balanço fraco e vê potencial de alta de 84%
Publicado 20/05/2026 • 16:40 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 20/05/2026 • 16:40 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Arezzo&Co e Hering, do grupo Azzas 2154.
Divulgação LinkedIn/Azzas 2154.
A Azzas companhia atravessa um momento operacional delicado, marcado por fraqueza nas vendas, pressão sobre margens e dificuldades na recuperação da Hering, segundo relatório do Goldman Sachs. O banco, entretanto, afirma que ainda há potencial relevante de valorização no longo prazo, e manteve recomendação de compra para as ações da companhia e preço-alvo de R$ 41, apontando potencial de alta de cerca de 84%.
A empresa reportou resultados abaixo do esperado no primeiro trimestre de 2026, com queda de receita, retração do Ebitda e desempenho fraco nas divisões de Hering e calçados. O banco destacou que ajustes comerciais, devoluções maiores e menor alavancagem operacional pesaram sobre os números, levando o resultado a ficar abaixo das projeções do mercado.
O Goldman banco vê espaço para recuperação apoiada em marcas como Farm Rio, Arezzo e Schutz, embora reconheça riscos ligados à integração das operações, ao ambiente competitivo e ao turnaround da Hering.
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Siga o Times | CNBCDe acordo com o banco, as vendas consolidadas brutas recuaram 6% na comparação anual, com a unidade de vestuário feminino sendo a única a apresentar crescimento, de 4,5%. Já a Hering teve retração de 19%, enquanto a divisão de calçados e bolsas caiu 6,9%. O relatório destaca que os canais de sell-in seguiram pressionados por devoluções maiores e ajustes comerciais em franquias e multimarcas.
A margem Ebitda ajustada caiu 2,6 pontos porcentuais, para 13,2%, afetada pela desalavancagem operacional e pela redução de subsídios fiscais relacionados ao ICMS. A margem bruta consolidada também recuou, passando de 54,8% para 54,5%. Segundo os analistas, o desempenho ficou 10% abaixo das estimativas do Goldman Sachs e 16% abaixo do consenso de mercado.
O relatório também aponta que a Hering segue em processo de reestruturação operacional e comercial. As vendas em lojas físicas e no comércio eletrônico caíram 18%, enquanto a companhia reduziu a cobertura de franquias e ajustou operações digitais em busca de maior rentabilidade.
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