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EXCLUSIVO CNBC: Cisco entra em ‘superciclo’ de redes puxado por IA, diz CEO
Publicado 14/05/2026 • 20:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 14/05/2026 • 20:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A Cisco está entrando em um “superciclo” de redes impulsionado pela expansão de data centers, inteligência artificial e demanda de grandes provedores de nuvem, afirmou Chuck Robbins, CEO da companhia, em entrevista exclusiva à CNBC.
Segundo Robbins, a companhia teve um trimestre forte, com alta de 35% nos pedidos de produtos e avanço de mais de 50% nos pedidos de redes. Para o executivo, o resultado reflete a combinação entre estratégia própria de chips, óptica e aceleração da demanda por IA nas empresas.
“Parece que há um superciclo de redes que estamos entrando agora”, afirmou.
Robbins disse que a compra de uma pequena empresa de silício há cerca de uma década se tornou peça central da estratégia atual da Cisco. Segundo ele, a tecnologia Silicon One permitiu à companhia controlar melhor sua cadeia de suprimentos e disputar negócios com grandes clientes de nuvem.
“Nossa estratégia Silicon One basicamente nos permitiu controlar mais nosso próprio destino e mais nossa cadeia de suprimentos”, disse.
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O CEO afirmou que, sem essa base de silício, a Cisco não teria receita relevante com hyperscalers, como são conhecidos os grandes provedores de computação em nuvem. Segundo ele, esses clientes buscam diversidade de fornecedores até o nível dos chips.
Robbins disse que a Cisco registrou cinco novas vitórias de design com hyperscalers no trimestre. Duas foram na área de óptica, e três em sistemas, incluindo projetos ligados à camada de roteamento acima das interconexões de data centers.
A companhia havia estabelecido meta de US$ 5 bilhões em negócios com hyperscalers no início do ano fiscal. Segundo Robbins, a Cisco já alcançou US$ 5,3 bilhões após três trimestres e elevou a estimativa anual para US$ 9 bilhões.
“Nós dissemos US$ 5 bilhões no início do nosso ano fiscal. Chegamos a US$ 5,3 bilhões depois de três trimestres”, afirmou.
O executivo disse que o ciclo atual é diferente do fim dos anos 1990 porque os clientes que compram essa tecnologia hoje são altamente lucrativos, geram caixa e consideram a infraestrutura essencial para seus negócios.
“Eles veem essa tecnologia como existencial para seus negócios”, disse.
Robbins também destacou a velocidade da mudança no mercado. Segundo ele, temas que não estavam no radar há poucos meses passaram a dominar conversas com clientes em todo o mundo.
“Eu nunca vi um mercado tão dinâmico”, afirmou.
Questionado sobre a reestruturação que envolve cerca de 4 mil funcionários, Robbins disse que o movimento não deve ser tratado como corte de custos motivado por IA. Segundo ele, a companhia precisa realocar recursos com rapidez para áreas como silício, óptica, soluções de IA e segurança.
“O que precisamos fazer é ter mais financiamento em silício, mais financiamento em óptica, mais financiamento em nossas soluções de IA e mais financiamento em segurança”, afirmou.
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O CEO disse que parte dos funcionários potencialmente afetados poderá ser deslocada para essas áreas, caso tenha as competências necessárias ou possa ser treinada. Ainda assim, reconheceu o impacto sobre os trabalhadores.
“Quando dizemos que não é uma redução de custos, é uma realocação, isso não significa absolutamente nada para o funcionário impactado”, afirmou.
Robbins afirmou que a área de segurança também pode impulsionar novos ciclos de atualização de infraestrutura. Segundo ele, empresas passaram a tratar equipamentos antigos e sem suporte como risco de segurança, o que acelera decisões de investimento.
“Antes, o pedido de orçamento dizia ‘atualização’, e ficava para o ano seguinte. Agora, quando se diz ‘risco de segurança’, a decisão é fazer agora”, disse.
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