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EXCLUSIVO CNBC: França precisa aprovar orçamento com déficit de 5% para acalmar mercados, afirma diretor do Banco Central francês
Publicado 15/10/2026 • 19:17 | Atualizado há 46 minutos
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Publicado 15/10/2026 • 19:17 | Atualizado há 46 minutos
KEY POINTS
A incerteza política e as dúvidas sobre a aprovação do orçamento estão pressionando os rendimentos dos títulos da França, segundo Emmanuel Moulin, diretor do Banco Central francês. Em entrevista exclusiva à CNBC, durante a reunião anual do FMI e do Banco Mundial, em Bangkok, o executivo também abordou a inflação e as perspectivas para os juros na zona do euro.
A inflação francesa chegou a 3,4% em setembro, acima da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE). Moulin destacou que a alta foi impulsionada principalmente pela energia, cujos preços avançaram 21%, enquanto a inflação subjacente permaneceu relativamente estável.
“Nosso mandato é trazer a inflação de volta à meta de 2%”.
O executivo disse que a autoridade monetária já elevou os juros em 50 pontos-base, com aumentos de 25 pontos-base em junho e setembro. A próxima decisão dependerá da evolução dos indicadores econômicos e das condições financeiras.
“Somos dependentes de dados e decidimos reunião por reunião”, disse Moulin, ao explicar que o banco não trabalha com uma orientação antecipada sobre os próximos movimentos dos juros.
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Siga o Times | CNBCA alta dos rendimentos dos títulos também entrou no radar da instituição, uma vez que condições financeiras mais restritivas podem afetar a atividade econômica.
Na França, os rendimentos subiram mais do que em outros países da região, refletindo o aumento dos spreads em relação à Alemanha. Moulin atribuiu essa diferença à incerteza política e às dúvidas sobre a capacidade do governo de aprovar o orçamento.
“Para tranquilizar o mercado, é importante que haja um orçamento votado e um orçamento que se mantenha fiel aos 5% de déficit, que é a meta do governo”.
O diretor do Banco Central francês ressaltou que os rendimentos de longo prazo estão subindo globalmente, influenciados pela inflação, pelas condições fiscais e pela demanda por financiamento de grandes empresas de tecnologia.
Na França, porém, a incerteza sobre a aprovação do orçamento adiciona pressão aos títulos públicos.
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