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EXCLUSIVO CNBC: GM vê demanda forte nos EUA apesar de pressão de custos, diz CFO
Publicado 28/04/2026 • 20:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 28/04/2026 • 20:30 | Atualizado há 1 hora
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CNBC
Paul Jacobson, CFO da GM
A General Motors (GM) vê demanda ainda forte no mercado dos Estados Unidos, apesar da pressão de custos e da incerteza sobre energia, logística e matérias-primas, afirmou Paul Jacobson, CFO da montadora, em entrevista exclusiva à CNBC.
Jacobson disse que a companhia teve mais um trimestre forte, com desempenho acima das expectativas de mercado. A GM registrou lucro de US$ 3,70 por ação, ante estimativa de US$ 2,62.
“É um grande dia aqui na GM”, disse. “Nos últimos anos, provamos muita resiliência diante dos desafios, quaisquer que tenham sido.”
Segundo o CFO, a força do trimestre veio principalmente da operação na América do Norte e da gestão de custos. Ele afirmou que a empresa enfrentou estoques baixos após um dezembro forte, além de tempestades em janeiro e outros desafios operacionais, mas conseguiu recompor entregas no fim do período.
“Acho que ficamos um pouco à frente do jogo nos custos. É realmente aí que acho que veio a superação no trimestre”, afirmou.
Leia também: General Motors bate projeções e tem trimestre acima do esperado
Jacobson disse que a GM teve um impacto positivo de US$ 500 milhões no resultado por causa da devolução de tarifas pagas ao governo dos Estados Unidos. Segundo ele, esse ganho ajudou a companhia a elevar sua projeção para o ano.
A companhia, no entanto, ainda não ajustou a previsão de fluxo de caixa livre. O CFO afirmou que há incerteza sobre o processo de solicitação e o prazo para recebimento do reembolso.
“Estamos acompanhando conforme as coisas avançam. Quando começarmos a ver progresso, então poderemos potencialmente elevar também nossa projeção de fluxo de caixa”, disse.
Apesar do benefício, Jacobson afirmou que a GM já identifica pressões adicionais de custos. Segundo ele, energia mais cara elevou despesas de logística, matérias-primas como aço e alumínio também subiram, além dos chips.
A empresa apontou uma pressão de US$ 500 milhões, mas o CFO disse que a companhia já trabalha com medidas para compensar esse impacto.
“Já criamos uma espécie de manual para nós mesmos e começamos a buscar formas de cortar custos para garantir que possamos compensar isso”, afirmou.
Questionado sobre o impacto de preços mais altos da gasolina sobre a venda de picapes e SUVs grandes, Jacobson disse que a GM não revisou sua perspectiva para esses segmentos. Segundo ele, as vendas de picapes leves cresceram 8% na comparação anual, mesmo com restrições de estoque.
O executivo afirmou que o portfólio amplo da GM ajuda a companhia a atravessar diferentes ciclos de demanda. No ano passado, a montadora vendeu 700 mil veículos com preço inicial igual ou inferior a aproximadamente US$ 30 mil. Ele também citou participação recorde do Chevrolet Trax no trimestre.
Jacobson disse que a empresa não vê retração relevante no interesse dos consumidores. Segundo ele, a demanda no trimestre encerrado em março foi forte, e abril seguia estável.
“Nosso maior desafio é realmente não ter estoque suficiente e não ter produto suficiente para acompanhar alguns dos nossos concorrentes”, afirmou.
O CFO também destacou o avanço das receitas recorrentes com OnStar e Super Cruise. Segundo ele, a receita diferida da GM cresceu mais de 50% e estava em quase US$ 6 bilhões ao fim do trimestre, com expectativa de chegar a aproximadamente US$ 7,5 bilhões.
Leia também: Guerra no Irã eleva custos da GM, mas demanda por veículos caros segue firme
Jacobson afirmou que essa receita será reconhecida ao longo dos próximos anos, com margens elevadas. No caso do Super Cruise, ele disse que a taxa de adesão após o fim do período inicial de três anos fica na faixa de 30% a 40%.
“Achamos que essa é uma tremenda área de crescimento”, afirmou. “Agora que crescemos para uma base bastante relevante, acreditamos que isso pode contribuir para os lucros nos próximos anos.”
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