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EXCLUSIVO CNBC: IA cria nova onda de jovens empreendedores, diz executiva do LinkedIn
Publicado 28/04/2026 • 19:29 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 28/04/2026 • 19:29 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
CNBC
A inteligência artificial e a desaceleração do mercado de trabalho estão impulsionando uma nova onda de empreendedorismo entre jovens profissionais. É o que afirmou Sue Duke, vice-presidente de políticas públicas globais do LinkedIn, em entrevista exclusiva à CNBC.
A executiva disse que o mercado de trabalho europeu passa por uma “redefinição estrutural”, com queda nas contratações e maior competição por vagas. Segundo levantamento do LinkedIn, as contratações na Europa recuaram 14%, enquanto as transições de emprego na plataforma estão no menor nível em dez anos.
“Para cada vaga que aparece, estamos vendo o dobro de candidatos em relação a 2022”, disse.
Duke afirmou que o cenário é difícil tanto para trabalhadores em busca de recolocação quanto para jovens que entram no mercado pela primeira vez. Ainda assim, ela disse que há setores que continuam contratando, como energia, governo e saúde.
Segundo a executiva, os jovens não estão apenas aguardando novas vagas. Eles têm buscado criar as próprias oportunidades. O LinkedIn registrou alta de 60% no número de fundadores na plataforma no último ano.
“Isso mostra que, embora o mercado de trabalho esteja lento, as pessoas não estão sentadas esperando as coisas acontecerem. Elas estão fazendo acontecer por conta própria”, afirmou.
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O quadro, porém, varia entre países europeus. No Reino Unido e na Irlanda, as contratações caíram 10% na comparação anual. Na Alemanha e na França, o recuo supera 20%. A Espanha aparece como o grande mercado de destaque na Europa, com desempenho positivo em áreas como energia, turismo e investimento em infraestrutura.
Duke disse que o ambiente segue difícil em diferentes níveis de carreira, inclusive em vagas de entrada. Para a executiva, os trabalhadores devem se concentrar em duas frentes: desenvolvimento de habilidades e construção de rede de contatos.
Segundo ela, empregadores têm dado peso crescente às competências dos candidatos à medida que o mercado se transforma. A executiva também afirmou que conexões profissionais continuam relevantes para ampliar oportunidades.
“Se você está conectado a um funcionário de uma empresa no LinkedIn, tem quase quatro vezes mais chance de conseguir um emprego naquela companhia”, disse.
Duke afirmou que jovens relatam sentir intimidação ao fazer networking, hoje apontada por eles como a principal barreira para conseguir emprego. Ainda assim, ela disse que muitos profissionais estão dispostos a oferecer orientação, abrir portas e fazer apresentações.
A executiva também apontou pressão em setores tradicionalmente procurados por recém-formados, como tecnologia, serviços profissionais e serviços financeiros. Nessas áreas, segundo ela, as contratações caíram entre 20% e 30% em relação ao período pré-pandemia.
Ao mesmo tempo, jovens em início de carreira têm migrado para áreas com maior demanda, como saúde e educação, ou criado novos formatos de trabalho. Segundo Duke, 30% da geração Z dizem estar começando um negócio próprio, um trabalho paralelo ou um portfólio profissional.
Ela também destacou o surgimento de uma nova categoria de ocupações, chamada por ela de “novo colar de empregos”, com funções viabilizadas por IA que não existiam há cinco, dois ou até um ano. Entre os exemplos citados estão engenheiros de implantação de tecnologia em empresas e anotadores de dados
“Há uma nova onda de empreendedorismo surgindo e uma nova onda de empregos começando a aparecer”, afirmou.
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Para Duke, três grupos de habilidades serão centrais na economia impulsionada por IA. O primeiro envolve competências técnicas para criar e desenvolver a tecnologia, como engenharia de IA. Segundo ela, o cargo de engenheiro de IA é o que mais cresce em vários mercados da União Europeia.
O segundo grupo inclui habilidades de uso da tecnologia, como engenharia de prompt e domínio de ferramentas de IA. A demanda por essas competências cresceu 70% em um ano, segundo a executiva.
O terceiro grupo reúne habilidades humanas consideradas insubstituíveis, como comunicação, julgamento, construção de equipes e colaboração.
“Essas habilidades estarão absolutamente no centro desta transição da IA”, concluiu.
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