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EXCLUSIVO CNBC: Spotify fecha parceria com Universal para levar IA a catálogos de artistas, diz co-CEO

Publicado 21/05/2026 • 19:24 | Atualizado há 17 horas

KEY POINTS

  • Gustav Soderstrom disse à CNBC que o acordo com a Universal Music Group permitirá remixes e covers com músicas de artistas que aderirem ao programa.
  • Co-CEO afirmou que a participação será voluntária e voltada a catálogos já existentes, não apenas a novas músicas geradas por IA.
  • Spotify também projetou crescimento anual de receita na casa dos dois dígitos médios até 2030.

O Spotify fechou uma parceria com a Universal Music Group para criar ferramentas de inteligência artificial que permitam o uso de catálogos musicais já existentes, afirmou Gustav Soderstrom, co-CEO da plataforma, em entrevista exclusiva à CNBC.

Segundo o executivo, o acordo permitirá que assinantes premium façam remixes e covers de músicas de artistas que optarem por participar do programa. Soderstrom disse que o modelo cria uma estrutura legal de licenciamento para que criadores já estabelecidos também participem da expansão da IA na música.

“O que anunciamos hoje é um acordo histórico com a UMG [Universal Music Group] para que nossos usuários possam fazer remixes e covers de músicas de artistas existentes, se eles optarem por participar”, afirmou.

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Soderstrom disse que a adesão dos artistas será voluntária. Segundo ele, o Spotify espera que todos participem, mas não precisa de adesão total para lançar o produto.

“É voluntário aderir. Esperamos que todos optem por participar”, disse.

O co-CEO afirmou que a inteligência artificial pode ser usada tanto para criar músicas novas quanto para trabalhar com obras já existentes. Para ele, a diferença do acordo com a Universal é permitir que catálogos consolidados entrem no ecossistema de IA, em vez de ficarem restritos a um debate sobre substituição por novas faixas geradas artificialmente.

“Os criadores existentes, com catálogos existentes, foram completamente deixados de fora da IA”, afirmou.

Questionado sobre o risco de uma enxurrada de músicas de baixa qualidade geradas por IA, Soderstrom disse que o Spotify já lida há anos com problemas de fraude em streaming e que a plataforma tem experiência em combater esse tipo de abuso.

“Spotify sempre foi o melhor da indústria em combater fraude de streaming”, disse.

O executivo afirmou que o catálogo da plataforma já cresceu de forma expressiva desde a fundação do Spotify. Segundo ele, a empresa tinha cerca de 2 milhões de faixas no início e hoje reúne mais de 200 milhões.

Para Soderstrom, a ampliação do catálogo reforça a importância dos sistemas de recomendação. Ele disse que, quanto maior o volume de conteúdo, mais relevante se torna a capacidade do Spotify de entender o usuário.

“Para o Spotify, mais catálogo é bom, porque significa que o problema de recomendação e de entender você como usuário se torna ainda mais importante”, afirmou.

Além da parceria com a Universal, o Spotify apresentou novas metas financeiras. A empresa projeta crescimento anual composto de receita na casa dos dois dígitos médios até 2030, margem bruta entre 35% e 40% e lucro operacional acima de 20%.

Soderstrom disse que a confiança nas metas vem do momento atual da plataforma. Segundo ele, o Spotify registrou recentemente a maior entrada de assinantes de sua história, durante a semana de seu 20º aniversário.

“Estamos funcionando a todo vapor”, afirmou.

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O executivo também comentou a estratégia de venda de ingressos para shows. Segundo ele, usuários premium poderão reservar dois ingressos para determinadas apresentações sem pagar uma taxa adicional pelo benefício.

Soderstrom disse que a proposta é ajudar artistas a alcançar seus maiores fãs e reduzir o impacto de cambistas na venda de ingressos.

“Nós sabemos quem é o maior fã. Temos os dados de reprodução, sabemos o quanto a pessoa entra no catálogo e há quanto tempo acompanha o artista”, afirmou.

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