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EXCLUSIVO: Para sócio da IBM Consulting, modernização sem planejamento pode elevar custos e afetar performance

Publicado 28/05/2026 • 19:30 | Atualizado há 47 minutos

KEY POINTS

  • Entrevista foi concedida no evento O potencial da modernização com IA, realizado nesta quinta-feira (28), em São Paulo, em parceria entre o Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC e a IBM.
  • Rodrigo Rondon afirmou que empresas que modernizaram sistemas de forma desordenada agora enfrentam custos altos, problemas de performance e governança.
  • Segundo o executivo, cada carga de trabalho deve estar no ambiente adequado, preservando o core e modernizando sem interromper a operação.

Empresas que avançaram em processos de modernização tecnológica sem planejamento começam a enfrentar impactos em custo, performance e governança, afirmou Rodrigo Rondon, associate partner Latam da IBM Consulting, IBM Tech & Red Hat.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC durante o evento O potencial da modernização com IA, realizado nesta quinta-feira (28), em São Paulo, Rondon disse que muitas companhias iniciaram a modernização movidas pela “hype” e de forma desordenada.

“Quando a gente olha a esfera de modernização agora em 2026, muitas empresas começaram numa hype. Elas começaram modernizando de forma desordenada e hoje estão coletando um pouco a questão de custo alto, algumas questões com performance e integração”, afirmou.

O evento discutiu eficiência, segurança e escala em ambientes híbridos, com foco em integração e desenvolvimento de mainframes conectados à nuvem, além dos impactos da inteligência artificial nos processos de modernização corporativa.

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Segundo Rondon, a abordagem de modernização precisa considerar o papel dos sistemas centrais das empresas, especialmente aqueles que processam milhões de transações em pouco tempo e não podem ser interrompidos.

“Eu vou atacar justamente no core, onde estou processando milhões de transações em um espaço de tempo muito curto e não posso parar essa operação”, disse.

O executivo afirmou que a modernização deve ocorrer dentro do próprio ambiente crítico, habilitando o sistema para uso de inteligência artificial, agentes e novos produtos, sem comprometer a confiabilidade e a segurança já existentes.

“A gente moderniza esse sistema dentro do mainframe, habilitando ele para uso de IA, habilitando para que os agentes façam um serviço, deixando ele ready to use para IA”, afirmou.

Para Rondon, esse modelo permite que empresas mantenham a operação funcionando enquanto atualizam sua arquitetura tecnológica. Segundo ele, o objetivo é preservar a robustez do ambiente central e, ao mesmo tempo, criar condições para acelerar o lançamento de soluções.

“Isso faz com que a gente não pare a operação, continue processando com confiabilidade e segurança que o mainframe já entrega, mas de forma moderna”, disse.

O sócio da IBM Consulting afirmou que um dos principais ganhos para as empresas é ampliar alternativas de modernização sem interromper sistemas que já são confiáveis e seguem em evolução há décadas.

“Não é um sistema que muitos falam que é legado. Ele é legado, mas está há 30 anos sendo evoluído para suportar milhões de transações”, disse.

Segundo ele, o valor está em adicionar uma nova camada de modernização a sistemas de alta densidade de processamento, permitindo mais velocidade para o negócio.

“Já está lá, já funciona, funciona bem, ele vai ser escalado e habilitado para a evolução”, afirmou.

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Rondon disse que o principal risco para as empresas é avançar sem planejamento. Na avaliação dele, algumas companhias que iniciaram jornadas de modernização de forma precoce hoje já sentem impactos negativos.

“Fazer sem planejamento é algo que vem acontecendo em grandes empresas”, afirmou. “Algumas começaram uma jornada de modernização de forma muito precoce e hoje estão começando a colher impactos, seja em custo, seja em performance, seja na governança.”

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Para o executivo, a solução passa por combinar o melhor dos dois mundos: manter workloads centrais em ambientes adequados e modernizados, enquanto camadas de canais, atendimento e mobile evoluem em arquiteturas mais flexíveis.

“Cada workload tem o seu lugar”, disse. “Casando esses dois mundos, a gente consegue extrair o máximo de benefício, sem interrupção e de forma muito ordenada.”

Segundo Rondon, o objetivo final é gerar valor para o cliente, com modernização estruturada, estabilidade operacional e maior velocidade para o negócio.

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