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Febraban Tech: Bancos devem investir R$ 50 bilhões em tecnologia neste ano, diz sócio-líder da Deloitte Sérgio Biagini

Publicado 26/08/2026 • 17:09 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Cibersegurança concentra cerca de 10% do orçamento tecnológico das instituições financeiras, segundo Sérgio Biagini.
  • Inteligência artificial generativa deve receber R$ 3 bilhões em investimentos, enquanto mais de 84% das instituições tratam a tecnologia como prioridade.
  • Apesar do avanço, nível de maturidade na adoção de IA e IA generativa ainda está em torno de 20%, segundo levantamento da Deloitte.

Os bancos brasileiros devem investir cerca de R$ 50 bilhões em tecnologia em 2026, alta de 8% em relação ao ano anterior. Os dados são de um levantamento da Deloitte apresentado durante a Febraban Tech 2026, em São Paulo.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Sérgio Biagini, sócio-líder de Banking da Deloitte, afirmou que cibersegurança segue como a principal prioridade das instituições, ao mesmo tempo em que inteligência artificial, IA generativa e computação em nuvem avançam nos orçamentos.

“Cibersegurança com certeza é o número um, é prioridade dos investimentos. Ela leva cerca de 10% de todo o volume de investimento dos bancos em tecnologia”, afirmou.

Leia também: Febraban Tech: Cibersegurança deixa de ser tema só de bancos e avança entre PMEs, diz VP da Mastercard Leonardo Carissimi

IA generativa deve receber R$ 3 bilhões

Entre as novas frentes de investimento, Biagini destacou inteligência artificial generativa e computação em nuvem.

Segundo ele, apenas a IA generativa deve receber cerca de R$ 3 bilhões em investimentos dos bancos neste ano.

A modernização da infraestrutura tecnológica é uma etapa necessária para ampliar o uso dessas ferramentas, principalmente em instituições que ainda operam sistemas desenvolvidos ao longo de décadas.

“A jornada de cloud a gente vem falando muito dela nos últimos anos, mas ainda é uma fronteira de altos investimentos, dado o contexto de legados que a gente carrega ao longo do tempo”, afirmou.

Segundo Biagini, atualizar essas arquiteturas é importante justamente para permitir a incorporação de inteligência artificial às operações financeiras.

84% tratam IA como prioridade, mas maturidade ainda é baixa

O levantamento da Deloitte mostra que mais de 84% das instituições financeiras consideram inteligência artificial e IA generativa tecnologias prioritárias.

Apesar disso, o nível de maturidade da adoção ainda está próximo de 20%, segundo o executivo.

“Quando a gente vê a maturidade, a gente ainda está no início dessa jornada”, afirmou.

Biagini explicou que a métrica considera o avanço efetivo da implementação da tecnologia, tanto em processos internos e ganhos de eficiência quanto em aplicações disponibilizadas diretamente aos clientes.

“O que a gente com certeza vai perceber nos próximos anos é essa fronteira da inteligência artificial avançando cada vez mais e essa maturidade também avançando”, disse.

Bancos ampliam treinamento dos funcionários

O investimento não está concentrado apenas em infraestrutura.

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Segundo Biagini, os bancos destinam mais de R$ 100 milhões a treinamento tecnológico de equipes internas, atingindo mais de 226 mil profissionais.

Dentro desse volume, a previsão é de cerca de R$ 30 milhões destinados especificamente à capacitação em IA generativa neste ano.

“O mercado está muito ávido por profissionais que consigam trabalhar e desenvolver essas tecnologias”, afirmou.

Para o executivo, as áreas de tecnologia das instituições precisam preparar os funcionários para incorporar essas ferramentas às operações e aos produtos bancários.

Mobile concentra 78% das transações

Os investimentos em tecnologia também refletem uma mudança estrutural no relacionamento dos consumidores com os bancos.

Segundo os dados apresentados por Biagini, 78% do volume de transações bancárias no Brasil já ocorre pelo mobile banking.

Quando aplicativos e internet banking são considerados conjuntamente, a participação chega a 83%.

“Mais de 80% do relacionamento do cliente na ponta está no meio digital. Isso é uma revolução na nossa indústria que a gente está experimentando nos últimos anos”, afirmou.

Biagini avalia que a próxima etapa será incorporar mais inteligência artificial diretamente aos canais utilizados pelos consumidores.

Leia também: Febraban Tech 2026: Profissional que não souber usar IA pode perder espaço, diz diretora de RH do Bradesco Silvana Machado

IA deve ampliar aconselhamento financeiro

O executivo disse que assistentes virtuais e chatbots devem ganhar capacidade de apoiar não apenas operações bancárias, mas também decisões financeiras dos clientes.

“Acredito que muito em breve também a gente vai ver esse tipo de serviço de uma forma virtualizada para aconselhamento financeiro”, afirmou.

Segundo Biagini, a expectativa é que os investimentos se traduzam em serviços mais eficientes, maior segurança e personalização.

“O que a gente vai ver é um melhor serviço, ainda mais segurança e cada vez mais esse advisor chegando na ponta para o cliente final”, disse.

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