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Nosso Camarote projeta dobro do faturamento e mira expansão internacional

Publicado 27/07/2026 • 21:39 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Empresa projeta alcançar R$ 200 milhões em faturamento no próximo ciclo fiscal.
  • Estratégia é transformar a marca em uma plataforma de hospitalidade presente durante todo o ano.
  • Após estrear em Miami, companhia negocia entrada em novos eventos no Brasil e no exterior.

O Nosso Camarote, um dos maiores e mais exclusivos espaços VIP da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, e famoso por reunir celebridades e grandes shows durante o Carnaval, pretende ampliar sua atuação para além do Carnaval e quase dobrar o faturamento no próximo ciclo fiscal.

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o CEO e sócio-fundador da empresa, Santiago Vieira, afirmou que a expectativa é elevar a receita de cerca de R$ 110 milhões para R$ 200 milhões, impulsionada pela expansão para novos eventos no Brasil e no exterior.

“A gente pretende chegar a R$ 200 milhões. A ideia é continuar expandindo a plataforma, levando o nosso modelo para novos eventos e consolidando a marca ao longo de todo o ano”, afirmou.

Segundo Vieira, o projeto nasceu para democratizar o acesso aos camarotes da Marquês de Sapucaí, que antes eram restritos a convidados de grandes patrocinadores. Após consolidar o modelo no Carnaval do Rio de Janeiro, a empresa decidiu replicar o conceito em outros grandes eventos.

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“Percebemos que cada camarote tinha uma característica diferente. A ideia foi reunir o que havia de melhor em cada um e criar um modelo próprio. Depois de validar esse formato no Rio, entendemos que era o momento de expandir”, disse.

Hospitalidade como plataforma de negócios

A expansão levou o Nosso Camarote à Fórmula 1 de São Paulo, ao Maracanã e, mais recentemente, à Fórmula 1 de Miami. Segundo o executivo, o objetivo vai além da venda de experiências para o consumidor final.

“Eu acredito que negócio não se faz sentado em uma mesa tomando café. Negócio se faz com relacionamento, recorrência e momentos de descontração. O Maracanã, por exemplo, virou um espaço importante para fortalecer essas conexões entre marcas e parceiros”, afirmou.

Vieira explicou que, ao longo dos últimos anos, a companhia percebeu que sua principal fonte de crescimento estava na relação com empresas e patrocinadores.

“Fomos entendendo que o nosso negócio estava muito mais voltado para o B2B. Passamos a oferecer às marcas não apenas uma ativação durante um evento, mas uma plataforma de relacionamento capaz de gerar conexões durante o ano inteiro”, disse.

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Expansão para os Estados Unidos

A internacionalização começou por Miami, cidade escolhida pela forte presença de brasileiros e pela vocação para grandes eventos.

Segundo o CEO, a estreia ocorreu na Fórmula 1 de Miami, e o próximo passo é levar a operação para o Miami Open.

“Os Estados Unidos são o país do entretenimento, enquanto o Brasil é o país da hospitalidade. Nosso objetivo é unir essas duas características. Miami foi uma porta de entrada natural e o resultado foi muito positivo”, afirmou.

Além do mercado americano, a empresa negocia presença em outros eventos esportivos. Um dos projetos em análise é a operação de um camarote no MotoGP de Goiânia, promovido pelo mesmo grupo responsável pela Fórmula 1 no Brasil.

“Nosso modelo é simples de explicar: criamos um evento dentro de outro grande evento. À medida que esse formato dá certo, outros organizadores começam a nos procurar para desenvolver experiências semelhantes”, disse.

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Mercado em transformação

Para Vieira, a hospitalidade premium tende a ganhar espaço nos próximos anos à medida que consumidores e empresas buscam experiências mais completas.

“As pessoas não procuram apenas uma festa. Elas querem entretenimento, relacionamento e geração de conteúdo em um único ambiente. Essa combinação é o futuro da hospitalidade e dos grandes eventos”, concluiu.

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