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Fundador da ByteDance lidera ranking de bilionários da China impulsionado pela IA
Publicado 27/10/2026 • 16:46 | Atualizado há 18 minutos
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Publicado 27/10/2026 • 16:46 | Atualizado há 18 minutos
KEY POINTS
Divulgação/ByteDance.
Fachada ByteDance.
O fundador da ByteDance, Zhang Yiming, voltou a ocupar o primeiro lugar entre as pessoas mais ricas da China, beneficiado pelo crescimento dos negócios de inteligência artificial (IA) da empresa. O ranking divulgado nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Hurun mostra a valorização das empresas chinesas de alta tecnologia, enquanto setores como consumo e mercado imobiliário enfrentam dificuldades.
A instituição, responsável pela publicação anual da lista desde 1999, identificou um recorde de 1.529 pessoas com patrimônio superior a 5 bilhões de yuans (cerca de US$ 750 milhões). O número representa um crescimento de 6,6% em relação ao ano anterior.
Considerando os patrimônios calculados em dólares, a China passou a ter 1.176 bilionários, um aumento de 155 pessoas em comparação com o ano passado. O total supera o dos Estados Unidos em 176 nomes, mas permanece ligeiramente abaixo do recorde de 1.185 registrado em 2021.
Zhang Yiming aparece na liderança, com uma fortuna estimada em US$ 100 bilhões, alta de 43% em um ano. Segundo Rupert Hoogewerf, presidente do Hurun Report, praticamente todo esse avanço está relacionado à inteligência artificial. Ele também destacou que o Doubao, assistente de IA desenvolvido pela ByteDance, é o mais utilizado na China.
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Além do Doubao, a ByteDance controla plataformas populares de vídeos curtos, como Douyin e TikTok. Na segunda posição está Zhong Shanshan, empresário do setor de água engarrafada, com patrimônio de US$ 61 bilhões. Robin Zeng, presidente da CATL, maior fabricante mundial de baterias para veículos elétricos, ocupa o terceiro lugar.
A lista também ganhou um novo nome de destaque no setor de inteligência artificial: Liang Wenfeng, fundador da startup chinesa DeepSeek, aparece na sétima posição. Já Chen Tianshi, presidente da fabricante de chips de IA Cambricon, ocupa o décimo lugar.
De acordo com Hoogewerf, os resultados deste ano evidenciam diferenças entre os setores da economia chinesa. Empresários ligados à IA, aos semicondutores e à robótica registraram ganhos, enquanto empreendedores dos segmentos de consumo, imobiliário e manufatura tradicional enfrentaram perdas patrimoniais. Entre os nomes que tiveram queda expressiva está Lei Jun, presidente da Xiaomi, fabricante chinesa de eletrônicos e dispositivos inteligentes. Segundo o levantamento, sua fortuna foi reduzida pela metade, chegando a US$ 25,1 bilhões.
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