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Fusão Honda – Nissan é resposta à concorrência de BYD e Tesla, diz economista
Publicado 24/12/2024 • 15:31 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 24/12/2024 • 15:31 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
A possível fusão entre as montadoras japonesas Honda e Nissan está gerando grande repercussão no mercado automotivo global. A iniciativa envolve a criação de uma holding que reunirá os esforços das empresas para enfrentar desafios como a transição para veículos elétricos e a crescente concorrência internacional.
Segundo a economista Celina Ramalho, doutora pela Fundação Getulio Vargas (FGV), esse movimento reflete tendências globais no setor.
“Nós estamos vivendo a transição tecnológica dos automóveis a combustão para os automóveis a energia. Esses investimentos requerem acumulação de capital, que a Honda e a Nissan buscam e entenderam que, fazendo essa fusão, conseguem uma estimativa desse capital acumulado para os investimentos na nova tecnologia”, afirmou Ramalho.
A fusão entre Nissan e Honda tem sido considerada uma estratégia para enfrentar os desafios da transição para veículos elétricos e autônomos.
A proposta inclui a criação de uma holding listada na Bolsa de Valores de Tóquio, com a Honda, que possui um valor de mercado maior que o da Nissan, assumindo a maioria das cadeiras do conselho.
Caso seja efetivada, a união formará um conglomerado avaliado em US$ 54 bilhões, posicionando-se como o terceiro maior fabricante de veículos do mundo, atrás de Toyota e Volkswagen.
Carlos Ghosn, ex-CEO da Nissan, classificou a movimentação como resultado de um “modo de pânico” da empresa e alertou que a união poderia levar a uma “carnificina de cortes”, dada a duplicação de operações entre as duas montadoras.
Para ele, a Honda assumirá uma posição dominante na nova holding, deixando a Nissan em desvantagem e arcando com os maiores impactos dos cortes planejados. As críticas destacam os riscos associados à integração de operações, colocando em debate os benefícios reais da fusão no contexto de uma indústria já marcada por intensas transformações tecnológicas e econômicas.
A especialista explicou que a fusão pode ser estratégica para reduzir custos e viabilizar os investimentos necessários em veículos elétricos. “Com esse enxugamento da estrutura atual e a redução dos custos, o capital das empresas da fusão já seja suficiente para o início de investimentos nos carros elétricos”, analisou.
Celina ressaltou que o momento é crucial para as montadoras se posicionarem na transição tecnológica. “Se se deixa passar o momento tecnológico dos carros elétricos, isso sim traria consequências para as duas marcas, o que já não é o caso por conta desse movimento agora.”
A economista também apontou que a fusão busca enfrentar a concorrência global, especialmente de marcas chinesas como BYD e Tesla. “Marcas como a BYD, para não falar da Tesla, são ameaças importantes no mercado internacional. Exatamente no sentido dessa concorrência internacional que as japonesas estão fazendo a fusão”, afirmou Celina.
Outro ponto levantado por ela foi a mudança no perfil de consumo, com uma maior adesão a modelos compartilhados e carros por assinatura. “Existe uma mudança de perfil de consumo em que o consumidor está muito mais ativo na consciência. Um outro olhar para o consumo de automóveis, como compras compartilhadas e plataformas como Uber e 99”, destacou a especialista.
Celina também comentou sobre as possíveis implicações no mercado americano, onde Donald Trump, presidente eleito, já sinalizou políticas protecionistas para a indústria local.
“Donald Trump poderá representar uma barreira à entrada dos carros asiáticos, de forma geral, e particularmente os japoneses. Essa fusão reforça o potencial do mercado automobilístico japonês para a economia americana”, observou.
Apesar disso, ela destacou que a presença de veículos japoneses nos Estados Unidos depende de acordos comerciais.
“O setor automobilístico americano sozinho não é suficiente para a demanda interna do mercado. Há que se ter acordos comerciais para a entrada de automóveis, particularmente os japoneses, na economia americana”, disse Celina.
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