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Glencore reverte prejuízo com impulso do cobre e gera lucro forte no ano; ações sobem 3%
Publicado 18/02/2026 • 08:30 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 18/02/2026 • 08:30 | Atualizado há 8 meses
Reprodução
A mineradora Glencore voltou a dar lucro em 2025 após um ano marcado por forte volatilidade nas commodities. A companhia suíça registrou lucro líquido de US$ 363 milhões no acumulado do ano, revertendo o prejuízo de US$ 1,6 bilhão reportado em 2024.
As ações da companhia, listadas na Bolsa de Londres, subiam 3,24% após a divulgação do balanço. Comparado com a cotação de um ano atrás, o papel já valorizou 53%, somente em 2026 a ação valorizou 23%.
A empresa com sede em Baar enfrentou oscilações relevantes nos preços do carvão e do petróleo, ao mesmo tempo em que se beneficiou da alta do cobre e dos metais preciosos.
Leia também: Bolsas da Europa operam em alta, favorecidas por balanços positivos
A Glencore destacou o cobre como ponto forte. Em dezembro, a companhia anunciou plano para dobrar a produção do metal em dez anos, com meta de atingir 1,6 milhão de toneladas anuais até 2035.
O CEO Gary Nagle afirmou que 2025 foi um ano de progresso, citando otimização de portfólio e desempenho do cobre, metal associado à transição energética, defesa e centros de dados para inteligência artificial.
A companhia também registrou desvalorizações de ativos, ligadas à redução de produção na mina de carvão Cerrejón, na Colômbia.
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Siga o Times | CNBCO resultado bruto de exploração das atividades de mineração da Glencore caiu 6% na comparação anual, para US$ 9,9 bilhões. Já o lucro operacional da divisão de comercialização recuou 8%, para US$ 2,9 bilhões.
O grupo atribuiu parte do impacto à queda dos preços do carvão, que pressionou as margens ao longo do ano.
Apesar do cenário misto, a Glencore reafirmou que suas perspectivas como companhia independente permanecem sólidas, duas semanas após o fim das negociações de fusão com a Rio Tinto.
A Glencore anunciou dividendo de 10 centavos de dólar por ação, acrescido de 7 centavos extras após a venda de sua participação na Viterra para a Bunge.
Em janeiro, a empresa confirmou discussões com a Rio Tinto sobre uma possível fusão total ou parcial. As conversas foram encerradas no início de fevereiro, interrompendo um projeto que poderia criar um grupo avaliado em cerca de US$ 260 bilhões.
Com o foco mantido em cobre e otimização de ativos, a Glencore busca ampliar presença em metais ligados à transição energética e reduzir exposição a commodities mais voláteis.
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