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QUANTUM: Empresas precisam ser ‘anfíbias’ para sobreviver às mudanças, diz Walter Longo
Publicado 23/10/2026 • 21:39 | Atualizado há 1 dia
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Publicado 23/10/2026 • 21:39 | Atualizado há 1 dia
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Empresários e executivos precisam adotar um comportamento “anfíbio”, capaz de conciliar momentos de estabilidade com períodos de mudanças aceleradas, afirmou Walter Longo, especialista em inovação, durante o programa QUANTUM, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ele, a transformação deixou de ser uma exceção e passou a exigir uma nova postura das lideranças. “Nós como empresários, executivos, empreendedores, nós vamos ter que adotar um comportamento anfíbio”, disse.
Ao explicar a metáfora, Walter Longo comparou o ambiente empresarial à passagem entre terra firme e água. Para ele, os profissionais precisam reconhecer que os períodos de previsibilidade podem ser cada vez mais curtos. “A instabilidade é o nome do jogo”, afirmou, ao lembrar que a busca por segurança não elimina a possibilidade de rupturas.
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O especialista relacionou essa mudança à aceleração tecnológica e às transformações culturais. “Nós vamos ter que aprender a lembrar que o mundo é instável, que a mudança é permanente”, ressaltou. A recomendação é desenvolver a capacidade de agir em condições distintas, em vez de esperar que o cenário volte a ser permanentemente previsível.
Nas organizações, o desafio de adaptação aparece na tensão entre equipes dedicadas à governança e profissionais voltados à inovação. Longo descreveu a disputa como um conflito entre quem busca preservar a estabilidade e quem procura transformar processos e modelos de negócio. “Podemos dividir esses dois grupos dentro da organização em soldados e artistas”, afirmou.
Para ilustrar a convivência dessas forças, o comentarista comparou a governança ao gelo e a inovação à água. Segundo ele, uma organização não pode simplesmente eliminar uma dessas dimensões. “Cabe ao líder de qualquer organização manter esse equilíbrio instável”, explicou, defendendo a capacidade de conciliar controle e experimentação.
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Ao citar a trajetória da Apple, Longo atribuiu parte do desenvolvimento da companhia à busca por esse equilíbrio entre criação e operação. Para ele, a liderança deve evitar que uma única lógica domine completamente a empresa. “É desse equilíbrio instável que surge uma organização valiosa e longeva”, destacou.
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Siga o Times | CNBCA ideia de instabilidade também foi associada por Longo à modernidade líquida, conceito desenvolvido pelo sociólogo Zygmunt Bauman. Na leitura do especialista, a permanência deixou de orientar parte das expectativas sobre carreira, vínculos e instituições. “Tudo é fluido, tudo é mutante, tudo é rápido, tudo é efêmero”, afirmou.
Longo avaliou que as novas gerações demonstram maior familiaridade com ambientes de transformação. Ele citou a diferença entre antigos escritórios, marcados por objetos pessoais e pela sensação de permanência, e relações de trabalho menos fixas. Para o comentarista, os jovens tendem a lidar com mais flexibilidade com aquilo que não pode ser antecipado.
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A referência a Bauman serviu ainda para questionar a expectativa de que mudanças sigam uma trajetória linear e previsível. No quadro “Desaprenda Isso”, Longo afirmou que a evolução resulta de acontecimentos e influências que nem sempre podem ser antecipados. “Não dá para prever o que acontece e jamais nós vamos saber o que seria se não tivesse sido”, disse.
Ao tratar das respostas práticas à incerteza, Walter Longo apresentou duas maneiras de desenvolver adaptabilidade. A primeira é improvisar diante de uma situação inesperada; a segunda é planejar alternativas antes que o problema aconteça. “Existem na verdade dois caminhos para adaptabilidade, o caminho do improviso e o caminho do planejamento”, explicou.
O especialista usou como exemplo uma palestra em que o projetor deixa de funcionar. Quem tem facilidade para improvisar pode contornar a situação imediatamente. Já quem prefere antecipar riscos pode levar equipamentos de reserva, adaptadores e uma versão escrita da apresentação. “Você se mune de ferramentas que antecipam eventuais problemas”, afirmou.
Para Longo, a necessidade de prever o futuro faz parte do comportamento humano, mas não deve impedir a preparação para mudanças. Em vez de buscar controle absoluto, ele defendeu a aceitação de cenários imprevisíveis e a disposição para agir. “Precisamos não apenas aceitar, celebrar a mudança como o único estado permanente”, ressaltou.
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