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Google e McKinsey fecham acordo para remover 320 mil toneladas de carbono no Brasil
Publicado 20/10/2026 • 16:00 | Atualizado há 44 minutos
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Publicado 20/10/2026 • 16:00 | Atualizado há 44 minutos
KEY POINTS
Foto: unsplash
Google e McKinsey fecham acordo para remover 320 mil toneladas de carbono no Brasil
O Google e a McKinsey firmaram contratos para comprar 320 mil toneladas métricas de créditos de remoção de carbono ao longo de dez anos. O acordo financiará um projeto no Brasil para recuperar pastagens degradadas. A iniciativa prevê o plantio de árvores junto à criação de gado, com o objetivo de ampliar a captura de carbono e contribuir para a preservação ambiental.
Anunciado em 19 de outubro, o projeto conta com a participação da Working Trees, empresa de tecnologia climática. A iniciativa será desenvolvida no sudeste da Amazônia e do Cerrado. Nesta primeira etapa, a empresa pretende recuperar 8.700 hectares de pastagens degradadas e semidegradadas. A área faz parte de um projeto mais amplo, que abrange 50 mil hectares.
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Além disso, o acordo também integra os compromissos assumidos pelas empresas por meio da Symbiosis Coalition, coalizão que reúne grandes companhias interessadas em financiar projetos de remoção de carbono. Além do Google, ligado à Alphabet, o grupo inclui Microsoft, Meta e Salesforce.
A iniciativa utiliza o sistema silvipastoril, modelo que integra árvores às áreas destinadas à criação de gado. Dessa forma, os produtores conseguem manter a atividade pecuária enquanto ampliam a capacidade da vegetação de absorver carbono da atmosfera.
A Working Trees planta fileiras de espécies arbóreas comerciais e nativas em pastagens já utilizadas pela pecuária. O arranjo mantém espaço para os animais e busca recuperar áreas degradadas sem exigir o abandono da produção de carne bovina.
Segundo a empresa, o modelo também pode melhorar a produtividade do gado e gerar receitas futuras com a venda de madeira. A combinação de fontes de renda pretende incentivar os proprietários rurais a manter as árvores mesmo quando os pagamentos pelos créditos de carbono diminuírem.
A diretora-executiva da Symbiosis Coalition, Julia Strong, afirmou à Reuters que o sistema silvipastoril está entre as alternativas com potencial para ampliar a remoção de carbono por meio de soluções naturais. Para ela, o financiamento obtido com a comercialização desses créditos pode ajudar a viabilizar projetos desse tipo em maior escala.
Os contratos firmados com Google e McKinsey oferecem uma perspectiva de compra dos créditos ao longo de uma década. Esse compromisso é importante porque permite que a Working Trees tenha maior previsibilidade de receita para estruturar a iniciativa e atrair investimentos.
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Siga o Times | CNBCO diretor-executivo da Working Trees, Leif Gonzales-Kramer, destacou que os compromissos de compra de longo prazo são fundamentais para destravar recursos destinados a projetos silvipastoris.
A expectativa dos responsáveis é que a experiência ajude a demonstrar a viabilidade do modelo e abra espaço para sua expansão a milhões de hectares nessa parte do Brasil. De acordo com Strong, a empresa já demonstrou o funcionamento da proposta por meio de um projeto-piloto.
A iniciativa também faz parte de um movimento mais amplo da Symbiosis Coalition. A organização reúne compromissos de compra de créditos de carbono que superam 20 milhões de toneladas até 2030, com contratos de longo prazo para apoiar projetos ambientais.
O acordo ocorre em um momento de crescente interesse pelo mercado brasileiro de carbono. Investidores e financiadores têm observado oportunidades em projetos capazes de retirar dióxido de carbono da atmosfera, enquanto empresas buscam alternativas para cumprir suas metas climáticas.
Entre as interessadas estão as companhias de tecnologia, que procuram compensar parte das emissões associadas à expansão de suas infraestruturas de inteligência artificial. O funcionamento de data centers e de outros sistemas de IA exige grande quantidade de energia, o que aumenta a pressão para que essas empresas enfrentem o impacto ambiental de suas operações.
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Os créditos de remoção de carbono permitem financiar iniciativas que retiram gases de efeito estufa da atmosfera. No caso do projeto da Working Trees, a estratégia envolve ampliar a presença de árvores em áreas de pastagem e estimular a recuperação da vegetação.
Entretanto, o uso desses créditos também gera questionamentos. Críticos argumentam que a compra de compensações pode permitir que empresas mantenham níveis elevados de emissões sem priorizar cortes diretos em suas próprias operações.
Assim, embora o acordo entre Google e McKinsey ajude a financiar uma iniciativa ambiental no Brasil, seu impacto dependerá da execução do projeto, da capacidade de remover carbono e da manutenção dos sistemas implantados ao longo do tempo.
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