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Grupo Toky avança na integração de Tok&Stok e Mobly durante recuperação judicial
Publicado 19/08/2026 • 19:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/08/2026 • 19:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: divulgação
Grupo Toky avança na integração de Tok&Stok e Mobly durante recuperação judicial
A integração entre Tok&Stok e Mobly segue em andamento no Grupo Toky, mesmo enquanto a companhia reorganiza suas finanças por meio da recuperação judicial.
No segundo trimestre de 2026, a administração destacou a evolução das sinergias operacionais entre as marcas, especialmente na relação dos custos logísticos com a receita e no desempenho do Ebitda ajustado.
Os custos logísticos representaram 13,6% da receita líquida no período. Para a companhia, a estabilidade desse indicador mostra que a integração continua avançando, mesmo diante da retração do negócio. O Ebitda ajustado, por sua vez, ficou negativo em R$ 7,6 milhões, com margem de -3,7%, permanecendo próximo do equilíbrio.
Embora o resultado tenha sido inferior aos R$ 23,1 milhões positivos registrados no segundo trimestre de 2025, a administração considera a proximidade do equilíbrio um dos sinais das sinergias operacionais que estão sendo construídas entre Tok&Stok e Mobly.
O avanço operacional ocorre em um cenário pouco favorável para o grupo. Entre abril e junho, a receita operacional líquida somou R$ 207,1 milhões, uma redução de 37,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O GMV consolidado também diminuiu. O volume total transacionado pelas operações chegou a R$ 295,2 milhões, queda de 31,9% na comparação anual.
Ainda assim, a administração aponta que a integração mantém alguns indicadores operacionais sob controle. A estabilidade dos custos logísticos, portanto, ganha relevância porque ocorre justamente quando a companhia registra uma forte redução na receita.
A integração, entretanto, enfrenta obstáculos provocados pelo próprio processo de recuperação judicial. De acordo com a administração, o pedido afetou temporariamente a confiança de fornecedores e parceiros comerciais, comprometendo o abastecimento.
As rupturas de estoque tiveram impacto direto sobre as vendas. A falta de produtos aumentou os prazos de entrega, reduziu a entrada de novos pedidos e contribuiu para o crescimento dos cancelamentos.
Para enfrentar a retração, a Mobly ampliou os descontos oferecidos aos consumidores. A estratégia ajudou a estimular as vendas, mas também pressionou a margem bruta consolidada, que ficou em 52,1% no trimestre, 1,6 ponto percentual abaixo do segundo trimestre de 2025.
As despesas com marketing e vendas também ganharam peso e passaram a representar 18,2% da receita líquida, contra 14,1% um ano antes.
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Siga o Times | CNBCA reorganização das duas marcas ocorre dentro de um processo mais amplo de reestruturação do Grupo Toky. A companhia apresentou o pedido de recuperação judicial em 12 de maio, e a Justiça deferiu o processamento em 15 de junho.
Leia também: Recuperação judicial de dona da Tok&Stok e Mobly recebe aval da Justiça
Antes da medida, a empresa já enfrentava dificuldades no varejo de móveis e decoração. Entre os fatores citados estavam juros elevados, maior endividamento das famílias, restrições de crédito e queda da confiança dos consumidores.
Além disso, restrições temporárias de estoque pressionaram a liquidez. Segundo a companhia, mesmo as negociações realizadas anteriormente para reestruturar dívidas da Tok&Stok não conseguiram impedir o crescimento do endividamento.
A recuperação judicial busca, portanto, reorganizar as obrigações financeiras e adequar a estrutura de capital à capacidade de geração de caixa. Ao fim do segundo trimestre, o Grupo Toky tinha R$ 23,4 milhões em caixa e R$ 92,9 milhões em liquidez total.
A situação aparece no balanço do trimestre. O Grupo Toky registrou prejuízo líquido de R$ 232,7 milhões, contra R$ 88,8 milhões negativos no segundo trimestre de 2025.
O Ebitda consolidado também ficou negativo, em R$ 156,2 milhões, ante resultado positivo de R$ 19,4 milhões um ano antes. A companhia reconheceu R$ 148,5 milhões em efeitos não recorrentes relacionados à reestruturação organizacional, à adequação do parque de lojas e a provisões ligadas à recuperação judicial.
Leia também: Tok&Stok vai fechar lojas? Entenda o que acontece após pedido de recuperação judicial
O Ebit terminou o período negativo em R$ 192,5 milhões, contra R$ 28,4 milhões negativos no mesmo trimestre do ano anterior. Nesse cenário, a integração de Tok&Stok e Mobly representa uma frente operacional que o Grupo Toky mantém enquanto reorganiza suas finanças.
A companhia destaca que a estabilidade dos custos logísticos e a proximidade do equilíbrio no Ebitda ajustado indicam que as sinergias entre as marcas continuam em curso, mesmo diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelo Grupo Toky.
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