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Home Depot afirma que consumidor principal segue resiliente diante da alta dos combustíveis; vendas crescem 5%

Publicado 19/05/2026 • 11:07 | Atualizado há 16 minutos

KEY POINTS

  • A Home Depot superou as expectativas de Wall Street em receita e lucro e manteve suas projeções para o ano fiscal.
  • A empresa afirmou que seu consumidor principal continua “engajado”, mesmo diante do aumento nos preços dos combustíveis e da queda na confiança do consumidor.
  • Ainda assim, clientes seguem cautelosos em relação a projetos maiores.

Pessoas compram madeira em uma loja Home Depot em Alhambra, Califórnia, em 10 de abril de 2025.

Frederic J. Brown | Afp | Getty Images (Reprodução CNBC Internacional)

A Home Depot informou nesta terça-feira (19) que seu principal público – proprietários de imóveis – continua demonstrando resiliência diante da alta nos preços dos combustíveis e da forte queda na confiança do consumidor, o que levou a varejista a manter suas projeções para o ano após superar as expectativas do primeiro trimestre fiscal.

“O proprietário de imóvel, em termos relativos, talvez esteja financeiramente mais protegido do que outros grupos de consumidores, então continuamos observando engajamento”, afirmou Richard McPhail, diretor financeiro da empresa, em entrevista à CNBC.

Ainda assim, em meio ao aumento das tensões geopolíticas, à queda na confiança dos consumidores e às dificuldades no mercado imobiliário, McPhail ressaltou que esse engajamento tem limites.

“Os clientes continuam nos dizendo que vão adiar gastos com projetos maiores”, afirmou. “Isso é consistente com o que temos ouvido nos últimos anos.”

As ações da empresa registravam leve queda nas negociações pré-mercado.

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Veja como a Home Depot se saiu em comparação com as expectativas de Wall Street, segundo levantamento da LSEG:

  • Lucro por ação: US$ 3,43 ajustado, ante US$ 3,41 esperados
  • Receita: US$ 41,77 bilhões, ante US$ 41,52 bilhões esperados

A empresa reportou lucro líquido de US$ 3,29 bilhões, ou US$ 3,30 por ação, no trimestre encerrado em 3 de maio, abaixo dos US$ 3,43 bilhões, ou US$ 3,45 por ação, registrados no mesmo período do ano anterior.

Excluindo itens extraordinários, como custos relacionados à valorização de determinados ativos intangíveis, a Home Depot registrou lucro ajustado por ação de US$ 3,43.

As vendas aumentaram para US$ 41,77 bilhões, avanço de quase 5% em relação aos US$ 39,86 bilhões registrados no ano anterior.

A companhia manteve sua previsão de crescimento das vendas entre 2,5% e 4,5% para o ano fiscal de 2026, em linha com expectativas próximas de 4%, segundo a LSEG. A empresa também projeta crescimento de até 4% no lucro ajustado por ação, acima da expectativa do mercado de 2,4%.

Embora o desempenho tenha superado as estimativas em receita e lucro, isso ocorreu em um momento em que as projeções de Wall Street vinham sendo reduzidas nos últimos meses, diminuindo o nível de exigência.

O relatório também sugere que pressões sobre a empresa permaneceram ao longo do trimestre. Apesar do aumento nas vendas em meio a um forte movimento de aquisições, as vendas comparáveis cresceram apenas 0,6%, abaixo da expectativa de 0,8% da StreetAccount. Foi o terceiro trimestre consecutivo em que esse indicador variou menos de 0,5%.

As transações comparáveis caíram 1,3% — o quarto trimestre seguido de retração — enquanto a margem bruta ficou em 33%, abaixo da previsão de 33,2%.

A Home Depot e o setor de materiais para construção e reforma em geral vêm enfrentando dificuldades devido à baixa movimentação do mercado imobiliário, incertezas econômicas e ao adiamento de projetos de maior valor.

No início do ano, havia expectativa de melhora no cenário com a queda das taxas de hipoteca. No entanto, essas perspectivas perderam força após o início do conflito no Oriente Médio, que voltou a pressionar os juros.

Enquanto isso, a Home Depot vem concentrando esforços para atrair mais clientes profissionais, como empreiteiros e empresas de telhados, segmento que atualmente representa cerca de 50% de sua receita.

Em 2024, a varejista adquiriu a SRS Distribution, fornecedora de materiais para profissionais de telhados, paisagismo e piscinas, por US$ 18,25 bilhões. No ano passado, também comprou a GMS, distribuidora especializada em materiais de construção.

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Na semana passada, a SRS concluiu a aquisição da Mingledorff’s, distribuidora de equipamentos, peças e suprimentos para sistemas de aquecimento, ventilação e ar-condicionado (HVAC), voltada para clientes residenciais e comerciais.

Segundo a empresa, a operação amplia o acesso da Home Depot a um mercado potencial estimado em cerca de US$ 100 bilhões.

“Tudo o que estamos fazendo para ampliar nossas capacidades no segmento profissional — e as aquisições realizadas nos últimos anos — tem como objetivo aumentar nossa participação em um mercado profissional de US$ 700 bilhões”, afirmou McPhail.

“Temos condições de competir por esse mercado de US$ 700 bilhões, mas ainda não temos todas as ferramentas necessárias para conquistá-lo.”

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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

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