Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Fusão da Honda com a Nissan é grande choque para toda a indústria, diz especialista
Publicado 23/12/2024 • 07:38 | Atualizado há 2 anos
Jovem trabalhou disfarçada em uma rede de cafeterias antes de abrir seu próprio café de matcha
SpaceX pode tornar a empresa mais valiosa do mundo? Confira as chances
Waymo faz recall de cerca de 3.900 robotáxis depois de alguns terem invadido zonas de obras em rodovias
Funcionários da Amazon são alvo de investigação após críticas à expansão de data centers de IA
Chefe da OPEP rejeita previsão da AIE sobre excesso de oferta enquanto “crítico” Estreito de Ormuz é reaberto
Publicado 23/12/2024 • 07:38 | Atualizado há 2 anos
KEY POINTS
A Honda e a Nissan afirmaram que começaram as negociações oficiais para uma fusão entre as duas marcas –a nova empresa seria a terceira maior fabricantes de automóveis do mundo em volume de vendas, além de um grande acontecimento para a indústria como um todo.
A novidade é um choque grande para toda a indústria como um todo, disse Deivid Wong, diretor sênior da Alvarez e Marsal, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“A Nissan tem um lado que está perdendo muito dinheiro e mercado no mundo global, seja na Europa, Estados Unidos e principalmente na China. E a mesma coisa acontece com todas as marcas que estão fora da China”, segundo ele.
Wong afirmou que o processo de eletrificação dos automóveis requer muito dinheiro em pesquisa e desenvolvimento, e isso está fazendo que haja uma drenagem do valor e no caixa de todas as montadoras. “A Nissan hoje vale um quarto em valor de mercado do que é a Honda. Isso gera uma questão de ser um target de aquisição por outras empresas”.
Durante uma entrevista coletiva, o CEO da Honda, Toshihiro Mibe, afirmou que as empresas precisam de maior escala para competir no desenvolvimento de novas tecnologias, como veículos elétricos e direção inteligente. Segundo Mibe, a integração das duas companhias proporcionaria uma “vantagem que não seria possível no atual modelo de colaboração”, conforme tradução apresentada no evento.
O acordo busca compartilhar inteligência e recursos, além de alcançar economias de escala e sinergias, preservando ambas as marcas, afirmou Mibe.
Uma holding seria criada como controladora tanto da Honda quanto da Nissan, com ações listadas na Bolsa de Valores de Tóquio. A Honda, que terá maior participação, indicará a maioria dos membros do conselho da entidade integrada. O grupo resultante poderá atingir uma receita de 30 trilhões de ienes (R$ 1,17 trilhão) e lucro operacional superior a 3 trilhões de ienes (R$ 117 bilhões), disse o executivo.
Juntas, as empresas alcançam um valor de mercado combinado de quase US$ 54 bilhões (R$ 329 bilhões), sendo US$ 43 bilhões (R$ 261 bilhões) oriundos da capitalização de mercado da Honda.
As discussões devem ser concluídas em junho de 2025.
Mibe acrescentou que, caso aprovado, o processo de integração será um projeto de médio a longo prazo, com avanços mais visíveis esperados apenas a partir de 2030.
A parceira estratégica da Nissan, Mitsubishi, foi convidada a integrar o novo grupo e tomará uma decisão até o final de janeiro de 2025.
As empresas enfrentam forte concorrência global no mercado de veículos elétricos, liderado por Tesla e pela chinesa BYD. O elevado custo da transição para veículos elétricos tem sido apontado como um dos fatores que impulsionam a consolidação na indústria automotiva.
A Toyota é atualmente a maior fabricante de automóveis do mundo em vendas, seguida pela alemã Volkswagen. A fusão Nissan-Honda permitiria ao grupo superar a sul-coreana Hyundai.
O possível acordo foi inicialmente reportado pelo jornal japonês Nikkei em 17 de dezembro.
As ações da Nissan registraram alta após o primeiro relato da fusão. Analistas apontam que a medida é resultado do desempenho financeiro abaixo do esperado da empresa e da reestruturação de sua parceria com a francesa Renault.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleNos resultados trimestrais mais recentes, a Nissan anunciou o corte de 9.000 empregos e a redução de sua capacidade de produção global em 20%.
O CEO da Honda reconheceu que alguns acionistas podem interpretar a fusão como um suporte da Honda à Nissan, mas enfatizou que o acordo está “condicionado à conclusão das ações de reestruturação da Nissan”.
O CEO da Nissan, Makoto Uchida, afirmou que a discussão de integração “não significa que desistimos de nossa recuperação” e reforçou que a medida visa garantir a competitividade futura da empresa.
“Nossa recuperação é necessária para o desenvolvimento e o crescimento futuros. Esse crescimento ocorrerá por meio de parcerias,” disse Uchida.
Especialistas, como Peter Wells, professor de negócios e sustentabilidade da Cardiff Business School, afirmou que a Nissan enfrenta desafios significativos no mercado, incluindo problemas em sua linha de produtos. “Há muitos sinais de alerta ao redor da Nissan atualmente. Se essa é a solução, é outra questão”, disse Wells à *CNBC*.
Na Ásia, antes do anúncio oficial, as ações da Nissan subiram 1,2%, enquanto as da Honda avançaram 3,8% e as da Mitsubishi fecharam em alta de 0,6%.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Endrick no banco: por que o patrocínio do jogador virou teoria nas redes?
2
Messi foge da onda rosa da Copa com chuteira especial; veja quanto custa o modelo
3
Como o Claude Fable passou de grande aposta da I.A a uma crise de reputação para a Anthropic
4
Polícia Federal vai investigar invasão em sistema da Defesa Civil que disparou alerta falso na madrugada
5
Braskem enfrenta dificuldades para aprovar plano de recuperação extrajudicial com credores