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IA transforma mercado de healthtechs no Brasil e muda estratégia de investidores
Publicado 23/06/2026 • 00:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 23/06/2026 • 00:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O mercado de startups de saúde no Brasil entrou em uma nova fase marcada pela expansão da inteligência artificial e por uma mudança clara no comportamento dos investidores. Mesmo com mais de R$ 520 milhões captados no primeiro semestre de 2026, fundos passaram a priorizar eficiência, redução de custos e soluções capazes de antecipar problemas clínicos.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o médico e CEO da Orus AI, Pedro Batista, afirmou que o setor vive uma transição em que a IA deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico. Segundo ele, o movimento não elimina o fator humano, mas reorganiza o papel da tecnologia dentro da medicina.
“Contato humano, ele é primordial para as nossas relações e é o que traz justamente essa confiança de que o médico vai ter trabalho por muito tempo”, disse. Ele destacou que o crescimento das healthtechs ocorre em paralelo a rodadas de investimento mais criteriosas.
Batista explicou que muitas empresas do setor têm buscado capital por meio de reinvestimento de investidores já existentes, em rodadas conhecidas como follow on, como no caso da própria Orus AI. Segundo ele, isso reflete uma estratégia de reduzir riscos antes de captações maiores.
Ele também citou o avanço de empresas de prescrição digital e inteligência clínica, como Memed e Mevo, que já operam em larga escala no país. De acordo com o executivo, apesar de atuarem no mesmo segmento, elas possuem modelos de negócio diferentes e clientes distintos dentro do ecossistema de saúde.
No caso da Memed, segundo ele, a monetização ocorre principalmente por meio da indústria farmacêutica, enquanto a Mevo vende seu sistema para hospitais, clínicas e centros de diagnóstico, além de atuar na distribuição de medicamentos. Ambos os modelos, afirmou, mostram a diversificação do setor.
Batista destacou ainda o crescimento de startups focadas em exames de imagem e copilotos clínicos baseados em IA. Ele afirmou que essas tecnologias funcionam como apoio ao médico, acelerando diagnósticos e organizando grandes volumes de dados clínicos.
“É improvável que ela substitua o médico radiologista”, disse. Segundo ele, a inteligência artificial atua como suporte, mas a decisão final depende da análise humana e do contexto clínico do paciente.
O executivo concluiu que o mercado brasileiro de healthtechs já atrai forte interesse internacional. Segundo ele, investidores estrangeiros têm ampliado aportes no país, impulsionados pelo potencial de retorno e pela demanda crescente por soluções tecnológicas na área da saúde.
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