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Indefinição sobre processos do Banco Master no STF impede avanço de delação de ex-dono da Reag

Publicado 14/10/2026 • 07:33 | Atualizado há 36 minutos

KEY POINTS

  • A indefinição sobre a relatoria do Caso Master no STF tem atrasado a homologação da delação premiada de João Carlos Mansur, ex-dono da Reag.
  • O ministro André Mendonça aguarda uma decisão do presidente do STF, Edson Fachin, que assumiu a análise de petições relacionadas ao caso em setembro.
  • Antes do impasse, Mendonça havia homologado a delação de Antônio Carlos Freixo Júnior, apontado como operador financeiro de Daniel Vorcaro.

João Carlos Mansur, ex-controlador da Reag

A indefinição sobre a responsabilidade pela condução das investigações do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF) tem dificultado o andamento do acordo de delação premiada de João Carlos Mansur, ex-proprietário da gestora de fundos Reag. A colaboração, negociada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), permanece sem homologação judicial.

O acordo foi concluído no fim de agosto e encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça, responsável por analisar sua validade. No entanto, a decisão ainda não foi tomada devido às dúvidas quanto à distribuição dos processos relacionados ao Banco Master na Corte.

Segundo o portal Metrópoles, Mendonça aguarda um posicionamento do presidente do STF, ministro Edson Fachin, para dar continuidade à análise da colaboração.

Decisão de Fachin provoca indefinição no Supremo

O impasse começou em meados de setembro, quando Fachin determinou que petições relacionadas às investigações sobre o Banco Master fossem encaminhadas ao seu próprio gabinete.

A medida levantou questionamentos sobre qual ministro deverá conduzir os procedimentos vinculados ao caso. Com a situação ainda pendente de esclarecimento, o andamento das ações ficou comprometido.

A definição da relatoria é importante porque estabelece qual integrante do Supremo terá competência para analisar os pedidos apresentados no âmbito das investigações, incluindo os acordos de colaboração premiada.

Leia também: Mansur vira alvo de segundo processo sancionador da CVM desde escândalo da Reag

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Outra delação já havia sido homologada

Antes do surgimento da controvérsia, André Mendonça havia homologado uma colaboração premiada relacionada ao Caso Master. O acordo foi firmado pelo empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”.

Freixo Júnior é proprietário da Entre Investimentos e Participações e atuava como operador financeiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O empresário era responsável por executar pagamentos determinados por Vorcaro.

A colaboração de Freixo Júnior é, até o momento, retratada pelas informações disponíveis, a única vinculada ao Caso Master que recebeu homologação de Mendonça.

Homologação é necessária para avanço do acordo

A assinatura de uma delação premiada com a PGR não encerra o procedimento. Para que a colaboração tenha validade judicial, é necessário que o acordo seja submetido à avaliação de um magistrado, que verifica o cumprimento dos requisitos legais.

No caso de Mansur, essa etapa continua pendente. A ausência de uma definição sobre a relatoria impede, por enquanto, a conclusão da análise do documento encaminhado ao Supremo.

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