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Grupo controlador da Aegea enfrenta Equatorial na disputa por privatização da Copasa
Publicado 26/05/2026 • 11:27 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 26/05/2026 • 11:27 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A disputa pela privatização da Copasa tem data marcada e dois concorrentes de peso. Os envelopes serão abertos nesta quarta-feira (27) na Bolsa de Valores de São Paulo, que conduz o processo, e a expectativa do mercado é de que a oferta vencedora supere R$ 13 bilhões pela fatia de 30% do capital da companhia mineira de saneamento.
De um lado, um consórcio formado por Itaúsa, Equipav e pelo fundo soberano de Cingapura GIC, controladores da Aegea Saneamento, estruturado por meio da Livorno Participações, criada especificamente para o processo. Do outro, a Equatorial Energia, que chegou a hesitar em participar após a saída da Sabesp do certame, mas voltou atrás.
Em fato relevante, Itaúsa e Aegea confirmaram a participação no consórcio. A Aegea terá fatia de 1% na estrutura para não comprometer o próprio balanço. Os 99% restantes serão divididos igualmente entre Itaúsa, Equipav e GIC, com um terço para cada um.
Questionado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o grupo Equatorial não respondeu à pergunta, se limitando a dizer estar “sempre atento às oportunidades em suas áreas de atuação”, sem comentar possibilidades de negócios ou aquisições.
O modelo prevê a venda de até 30% do capital da estatal mineira. Para participar, os interessados precisaram comprovar ao menos R$ 6,3 bilhões em investimentos em infraestrutura realizados nos últimos 20 anos, distribuídos em pelo menos cinco períodos anuais. Os setores aceitos incluem saneamento, energia, mobilidade urbana, aeroportos, portos e rodovias.
As propostas foram entregues à Bolsa na segunda-feira (25). Após a abertura dos envelopes nesta quarta, o processo avança para uma segunda etapa.
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Siga o Times | CNBCNa quinta-feira (28), começa o bookbuilding para a oferta de outros 15% das ações ao mercado. Essa etapa vai até segunda-feira (1º de junho), quando ocorre o fechamento da precificação.
Há um detalhe que o mercado acompanha com atenção. Se o preço que os investidores toparem pagar no bookbuilding superar o valor oferecido pelo candidato a sócio estratégico, a figura do controlador é descartada e a Copasa passa a operar como uma corporation, empresa sem controle definido, modelo já adotado por outros grandes nomes da Bolsa brasileira.
Com valor de mercado de R$ 20,2 bilhões e ação acumulando 113% de alta em 12 meses, a Copasa chega ao leilão como um dos papéis de maior desempenho do Ibovespa no período. O Tribunal de Contas de Minas Gerais já havia dado o sinal verde para a privatização.
Quem vencer o leilão assumirá a gestão de uma operação que atende 830 municípios e tem metas de universalização do saneamento até 2033. Especialistas do setor apontam que o desafio vai além do capital: governança, capacidade operacional e relacionamento com centenas de partes interessadas serão determinantes para entregar resultado num dos estados mais complexos do país para operar saneamento.
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