CNBC

CNBCClaude Opus 5, novo modelo de IA da Anthropic, rivaliza com o Fable 5 e é mais barato

Inteligência Artificial

Jensen Huang, CEO da Nvidia, usa 1º post no X para defender IA aberta em meio a disputa com China

Publicado 24/07/2026 • 14:05 | Atualizado há 38 minutos

KEY POINTS

  • Nvidia lidera coalizão de 25 empresas em defesa de modelos de inteligência artificial de pesos abertos
  • Secretário do Tesouro Scott Bessent alerta para sanções contra espionagem industrial chinesa em IA
  • OpenAI e Anthropic ficam de fora da lista de signatários da carta divulgada nesta sexta-feira
Jensen Huang

Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, publicou nesta sexta-feira (24) o primeiro post de sua vida na rede social X (antigo Twitter). Ele usou a estreia para compartilhar uma carta assinada por 25 empresas e organizações de tecnologia americanas em defesa dos modelos de inteligência artificial de pesos abertos, batizada de “Open Weights and American AI Leadership”.

Segundo o documento, a IA vai transformar todos os setores da economia e deve ser construída por diferentes países, e não concentrada em um punhado de sistemas fechados. Huang resumiu a posição em sua publicação: “modelos abertos fortalecem a segurança e a cibersegurança, aceleram a inovação e a difusão, e viabilizam a soberania”.

Modelos de pesos abertos são sistemas de inteligência artificial que qualquer pessoa pode baixar, inspecionar, modificar e rodar em sua própria infraestrutura, ao contrário dos modelos fechados, cujo funcionamento interno permanece restrito à empresa desenvolvedora.

Leia também: Testes com ‘superchip’ Vera Rubin, da Nvidia, mostram que ele é mesmo tudo o que promete

Nvidia lidera coalizão de 25 empresas

Além da Nvidia, assinam a carta Microsoft, Meta, Palantir, IBM, Dell, CrowdStrike, ServiceNow, Hugging Face, Mistral, Mozilla, a Linux Foundation, Andreessen Horowitz, Y Combinator, Perplexity e Replit, entre outras. O documento está hospedado no site de responsabilidade corporativa da Microsoft, e o presidente-executivo Satya Nadella reforçou a mensagem no mesmo dia.

A publicação faz um paralelo com o movimento de software livre dos anos 1980, que segundo a carta criou a base sobre a qual gerações de engenheiros americanos construíram sua soberania institucional. Hoje, esse software sustenta a maior parte da internet e sistemas usados pelas Forças Armadas dos Estados Unidos.

Disputa em Washington sobre modelos chineses

A carta chega em meio a um embate no governo americano sobre restringir o acesso a modelos abertos, sobretudo os desenvolvidos na China. O gatilho mais recente foi o lançamento do Kimi K3 pela Moonshot AI, empresa de Pequim, em 16 de julho. O modelo, de pesos abertos, apareceu bem posicionado em índices de capacidade acompanhados pelo mercado e liderou uma arena cega de programação, embora a divulgação completa dos pesos ainda dependa de confirmação.

Ainda assim, Huang minimizou temores sobre eventuais falhas de segurança em modelos chineses. Em entrevista ao site Axios, ele chamou de equívoco a ideia de backdoors escondidos nesses sistemas e disse que a adoção mais ampla de IA, aberta ou fechada, aumenta a demanda por chips da Nvidia.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Bessent alerta sobre espionagem industrial

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, também se manifestou sobre o tema no X. Ele declarou apoio à inteligência artificial de código aberto, mas fez uma ressalva pública. “Código aberto não é temporada aberta para propriedade intelectual americana”, escreveu Bessent, que citou a possibilidade de sanções e inclusão em listas restritivas contra empresas chinesas que praticarem espionagem industrial por meio de destilação de modelos.

Destilação é a técnica pela qual um modelo de IA usa as respostas de outro sistema para treinar ou aperfeiçoar sua própria performance. A prática é comum na indústria, mas se torna alvo de disputa legal quando envolve extração indevida de dados de modelos fechados.

Ausência de OpenAI e Anthropic chama atenção

Nem toda a indústria de inteligência artificial assina o documento. OpenAI e Anthropic, duas das principais desenvolvedoras de modelos fechados de fronteira, ficaram de fora da lista de signatários. A ausência reforça a divisão do setor entre companhias que defendem maior abertura e outras mais cautelosas quanto à liberação pública de pesos de modelos avançados.

A carta reconhece riscos reais na abertura de modelos, já que uma vez publicados os pesos ficam fora do controle do desenvolvedor original, e versões modificadas se tornam difíceis de rastrear. Ainda assim, o texto defende que a resposta a esse risco não é proibir os modelos abertos, mas ampliar o acesso a computação para startups e pesquisadores e investir em ferramentas compartilhadas de avaliação.

Nvidia aposta em demanda por chips

Para a Nvidia, o incentivo à difusão de modelos abertos e fechados converge com seu próprio negócio. Quanto mais empresas adotam inteligência artificial em diferentes formatos, maior a demanda por capacidade de processamento, item central da receita da fabricante de chips liderada por Huang.

A publicação também pede que formuladores de políticas não confundam técnicas legítimas de desenvolvimento de modelos, caso da destilação, com apropriação indevida de propriedade intelectual. Segundo o texto, esforços ilegais para extrair valor de modelos fechados devem ser tratados por meio de instrumentos legais e comerciais específicos, e não por restrições amplas às técnicas de desenvolvimento.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Inteligência Artificial