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Investimentos bilionários em IA colocam Big Techs sob pressão e levantam dúvidas sobre retorno, avalia especialista
Publicado 30/04/2026 • 12:21 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 30/04/2026 • 12:21 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O avanço da inteligência artificial (IA) como principal motor das grandes empresas de tecnologia ainda levanta dúvidas entre investidores, sobretudo diante do alto volume de recursos direcionados à área sem retorno imediato claro. A avaliação é de Filipe Espósito, especialista em tecnologia, ao analisar a temporada de balanços das chamadas “Magníficas Sete”, que testa o fôlego recente das bolsas globais.
Segundo ele, o mercado vive um momento de atenção redobrada: “Por mais que empresas como Alphabet e Meta estejam ganhando muito dinheiro, elas também estão ‘queimando’ muito caixa para investir em infraestrutura de IA”, afirmou nesta quinta-feira (30) durante entrevista ao Pré-Market, jornal matutino do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O especialista destaca que, no caso da Meta, houve um aumento expressivo de investimentos, chegando a US$ 33 bilhões (R$ 165,3 bilhões). “O investidor fica cauteloso e se pergunta: quando esses investimentos vão retornar em lucro?”, pontuou.
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Para Espósito, a principal preocupação não é apenas uma realização de lucros, mas uma incerteza estrutural sobre o modelo de negócios da IA. “A IA demanda muitos recursos e as empresas ainda estão tentando descobrir como monetizá-la. Para o investidor, é um depósito de dinheiro em algo que ainda não se mostrou totalmente rentável”, explicou.
O especialista observa que o setor já não pode mais ser analisado como um bloco homogêneo, já que as empresas adotam caminhos distintos para transformar tecnologia em receita. “Começamos a perceber abordagens diferentes. A Alphabet foi uma das poucas cujas ações subiram após os resultados, pois os investidores viram uma estratégia clara de monetização”, destacou.
De acordo com ele, a empresa conseguiu integrar a IA de forma mais eficiente em seus produtos. “Eles possuem uma integração vertical da IA: na busca do Google, nos vídeos do YouTube e no Google Ads”, ressaltou.
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Em contrapartida, outras gigantes ainda enfrentam desafios nesse processo. “A Meta gasta muito, mas 98% de sua receita ainda vem de anúncios tradicionais; os gastos com IA ainda não voltaram como lucro”, afirmou. Já a Apple, segundo Espósito, ainda busca um modelo mais consolidado. “Outras, como a Apple, ainda estão ‘engatinhando’ em como monetizar a IA”, acrescentou.
Nesse cenário, o mercado começa a premiar empresas com maior clareza estratégica. “Algumas empresas estão bem à frente nessa corrida e o mercado já recompensa quem chega mais perto de transformar investimento em retorno”, frisou.
Entre os balanços mais aguardados, o da Apple concentra a atenção dos investidores, mesmo com a empresa em estágio inicial na corrida da IA. Ainda assim, o desempenho deve ser sustentado por seu portfólio tradicional.
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“Apesar de estar atrás na corrida da IA, a Apple se destaca por não depender apenas de serviços para lucrar”, explicou Espósito. Ele lembra que o iPhone representa mais de 50% da receita da empresa, reforçando a importância da divisão de hardware.
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Seguir no GoogleA expectativa do mercado é positiva, impulsionada por lançamentos recentes. “A empresa lançou produtos de entrada, como o novo iPhone SE e o MacBook Air, que estão sendo sucessos de venda, especialmente nos EUA, com estoques quase esgotados”, destacou.
Diante desse cenário, a leitura predominante entre analistas é otimista. “As expectativas são muito boas para a divulgação de hoje à noite”, concluiu o especialista.
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