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Google entrega valor com IA por integrar tecnologia ao ecossistema, diz editor da MIT Technology Review

Publicado 30/04/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Rafael Coimbra diz que o Google ganhou vantagem por distribuir IA dentro de produtos já consolidados.
  • Para ele, empresas como a OpenAI enfrentam incerteza por dependerem de modelos de assinatura.
  • Especialista afirma que Apple pode esperar para integrar IA de forma mais discreta e eficiente ao seu ecossistema.

O Google ganhou vantagem estratégica na corrida da inteligência artificial ao integrar a tecnologia a produtos já consolidados, como busca e nuvem. É o que afirmou Rafael Coimbra, editor-chefe da MIT Technology Review Brasil em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Coimbra disse que a Alphabet conseguiu incorporar IA de forma mais orgânica ao seu ecossistema do que outras grandes empresas de tecnologia.

“O Google realmente conseguiu dar a volta por cima porque tem um ecossistema muito grande. Ela está usando inteligência artificial para reforçar seus produtos já existentes, como motor de busca e nuvem, e hoje é a que mais entrega valor no sentido de IA, seja para corporações ou consumidores comuns”, afirmou.

Segundo Coimbra, empresas focadas exclusivamente em inteligência artificial ainda enfrentam dúvidas sobre a sustentabilidade de seus modelos de negócios. Ele citou a OpenAI como exemplo de companhia que ainda depende de assinaturas para gerar receita.

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“A OpenAI está em um limbo porque não tem um modelo de negócios bem definido; ela vende basicamente assinaturas, e assinatura não paga a conta. Já as Big Techs são corporações com braços diversos que conseguem administrar e compensar divisões que dão prejuízo com lucros de outras áreas”, disse.

A disputa também passa pela computação em nuvem e pelos investimentos em infraestrutura. Segundo Coimbra, as grandes empresas do setor planejam aportes em capex que somam cerca de US$ 600 bilhões, movimento ligado à demanda por serviços corporativos e uso de agentes de IA.

“O que vai puxar o bonde é a adoção. No mundo corporativo, o uso de agentes de IA para aumentar a produtividade vai puxar serviços e, consequentemente, a produção de equipamentos e GPUs da Nvidia”, afirmou.

Coimbra também avaliou a posição da Apple na corrida por inteligência artificial. Para ele, o aparente atraso da companhia pode ser interpretado tanto como perda de ritmo quanto como uma decisão de gestão para evitar gastos elevados em infraestrutura neste momento.

“Há quem veja isso como perder o bonde e há quem veja como boa gestão. A Apple está com dinheiro em caixa e não está queimando recursos em infraestrutura agora. Ela tem a capacidade de embalar soluções criadas por terceiros de forma tão eficiente que parece que ela mesma as criou”, comentou.

Segundo o especialista, o mercado tem premiado empresas capazes de distribuir IA dentro de ecossistemas já existentes. Na avaliação dele, tanto Google quanto Apple têm vantagem nesse ponto, ainda que em momentos diferentes da estratégia.

“A expectativa é que a Apple traga uma solução onde a experiência com a IA seja praticamente invisível. O Google está fazendo muito bem esse casamento entre hardware e software dentro do seu ecossistema, e é essa distribuição que o mercado está premiando agora”, afirmou.

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