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IPO da SpaceX cria desafio inédito para Wall Street: ‘Vai apostar contra a Nasa?’
Publicado 10/06/2026 • 17:17 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 10/06/2026 • 17:17 | Atualizado há 2 dias
KEY POINTS
A SpaceX estreará na Nasdaq nesta sexta-feira (12) sob o código SPCX, enquanto as opções sobre suas ações começarão a ser negociadas na segunda-feira (16).
O cronograma acelerado deixa investidores com pouco tempo para avaliar o comportamento do papel antes do início das negociações de derivativos. Segundo especialistas, isso cria um dos maiores desafios de proteção de risco já vistos em décadas em Wall Street.
“Como operador de opções, fazíamos muito desse tipo de proteção em IPOs por volta de 2000. Naquela época, havia uma cesta inteira de ações de tecnologia que podia ser usada para criar uma proteção semelhante. Existiam correlações, ativos comparáveis e papéis líquidos que forneciam uma estrutura para gerenciar riscos”, afirmou Dennis Davitt, diretor de investimentos da Millbank Dartmoor Portsmouth, em entrevista ao programa “The Exchange”.
O problema é que praticamente não existe uma empresa comparável à SpaceX. Quando começar a ser negociada, ela será a única companhia privada do setor espacial operando em larga escala disponível no mercado acionário.
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Como resumiu Davitt: “O que você vai fazer? Apostar contra a Nasa?”
A necessidade de proteção é especialmente relevante para investidores institucionais que já possuem participação na SpaceX por meio do mercado privado.
Segundo dados da Forge, a avaliação da empresa no mercado privado quase triplicou nos últimos 12 meses. Quando isso acontece, o risco aumenta porque a posição passa a representar uma parcela maior da carteira dos investidores.
Para Davitt, a situação lembra o IPO do Google em 2004, mas com uma diferença importante.
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“Na época, era mais fácil montar uma proteção porque havia mais ativos para vender. Você criava uma cesta de ações que simulava o comportamento do papel. Mas, no caso da SpaceX, não há praticamente nada equivalente para vender”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCApesar dos desafios, Davitt não acredita que a ação terá uma disparada semelhante a outras estreias históricas do mercado.
“Minha experiência com grandes IPOs sugere que não veremos uma explosão de 200% logo no primeiro dia. Não acredito que Elon Musk permitirá que a empresa estreie a US$ 135 por ação (R$ 700,65) e termine o dia valendo US$ 270 (R$ 1.401,30)”, disse.
Mesmo que a valorização inicial seja mais moderada, outros fatores podem aumentar a volatilidade dos negócios.
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Segundo Brent Kochuba, fundador da Spotgamma, os mercados ligados à SpaceX devem apresentar condições difíceis para investidores logo no início das negociações.
“Acredito que os mercados iniciais de SPCX serão bastante desafiadores para os traders, com spreads muito amplos e volatilidade implícita elevada”, afirmou em mensagem enviada à reportagem.
Kochuba destacou que não apenas o comportamento das ações gera incerteza, mas também a chegada de ETFs alavancados, compras automáticas de fundos que seguem índices e uma sequência de eventos importantes no mercado financeiro.
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Entre eles estão a reunião do Federal Reserve (Fed), o vencimento do índice de volatilidade VIX em 17 de junho e o grande vencimento de opções previsto para o mês de junho.
Para os analistas, a combinação desses fatores deve transformar os primeiros dias de negociação da SpaceX em um dos testes mais complexos para investidores e operadores de derivativos dos últimos anos.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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