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Micron sobe 10% após resultados recordes, mas perde parte dos ganhos ao longo do dia

Publicado 25/06/2026 • 12:15 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • As ações da Micron dispararam nesta quinta-feira após a empresa divulgar resultados robustos para o terceiro trimestre fiscal.
  • A receita da companhia saltou de US$ 9,3 bilhões para quase US$ 42 bilhões na comparação anual.
  • A fabricante tem sido impulsionada pela forte demanda por memória no processo de expansão da infraestrutura de inteligência artificial.

REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

As ações da Micron dispararam nesta quinta-feira (25) depois que a fabricante de chips de memória apresentou resultados expressivos para o terceiro trimestre fiscal, beneficiada pelo aumento da demanda gerado pelo boom da inteligência artificial.

Os papéis chegaram a subir 19%, elevando o valor de mercado da empresa a níveis superiores aos de Meta e Tesla entre as companhias mais valiosas dos Estados Unidos. Mais tarde, porém, a ação devolveu parte dos ganhos e passou a operar com alta próxima de 10%.

A receita da empresa mais do que quadruplicou, passando de US$ 9,3 bilhões no mesmo período do ano anterior para US$ 41,46 bilhões no terceiro trimestre fiscal, segundo balanço divulgado na quarta-feira. O resultado superou as expectativas dos analistas, que projetavam receitas próximas de US$ 36 bilhões, de acordo com estimativas da LSEG.

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Para o trimestre atual, a Micron prevê uma receita de aproximadamente US$ 50 bilhões, ante US$ 11,3 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

A companhia tem se beneficiado da expansão da infraestrutura de inteligência artificial liderada pelas grandes empresas de tecnologia, já que os centros de dados voltados para I.A demandam grandes quantidades de chips de memória. Isso reduziu a oferta disponível para smartphones, computadores pessoais e outros dispositivos, gerando um desequilíbrio entre oferta e demanda que elevou os preços e impulsionou os resultados da empresa.

Na quarta-feira, a Micron informou que assinou 16 contratos de longo prazo com clientes que vão desde operadores de data centers até montadoras, garantindo vendas por períodos entre três e cinco anos. A expectativa é receber compromissos financeiros de US$ 22 bilhões por meio desses acordos.

Analistas do RBC Capital Markets afirmaram, em relatório divulgado na quarta-feira (24), que cerca de 40% da receita da companhia deverá vir desses contratos de longo prazo, que incluem preços mínimos previamente estabelecidos. Segundo eles, isso deve reduzir os riscos para as margens de lucro mesmo em cenários de desaceleração da demanda durante a vigência dos contratos, geralmente de cinco anos.

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“Nossa projeção base é de que o atual ciclo de alta continuará até 2027, e os acordos de fornecimento nos dão ainda mais confiança sobre sua sustentabilidade. Elevamos nossas estimativas, aumentamos o preço-alvo e reiteramos a recomendação de desempenho superior ao mercado”, escreveram os analistas.

Ações de tecnologia tentam se recuperar

Os resultados da Micron também impulsionaram as ações do setor de semicondutores, revertendo parte das fortes perdas registradas no início da semana por empresas como Intel, Nvidia e AMD.

As ações da Qualcomm, Intel e AMD chegaram a subir no início do pregão desta quinta-feira, antes de perderem força ao longo do dia.

“As ações americanas recuperaram parte do terreno perdido, já que os resultados da Micron reforçaram a percepção de que o ciclo de investimentos em inteligência artificial permanece sólido”, afirmou Daniela Hathorn, analista sênior de mercado da Capital.com, em relatório divulgado nesta quinta-feira.

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Segundo Hathorn, a forte demanda por memória por parte de centros de dados e clientes ligados à infraestrutura de I.A reforça a narrativa de que os investimentos em capital voltados à inteligência artificial continuam acelerando.

“Isso ajudou a melhorar o sentimento em todo o setor de semicondutores após a recente fraqueza das empresas de alto crescimento, sugerindo que os investidores seguem dispostos a ignorar a volatilidade de curto prazo, desde que as perspectivas de lucro continuem justificando avaliações elevadas”, concluiu.

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