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IPO da SpaceX pode abrir novo ciclo de investimentos em infraestrutura espacial
Publicado 12/06/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 12/06/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A eventual estreia da SpaceX na bolsa americana pode marcar uma mudança no mercado ao transformar infraestrutura espacial em uma nova frente de investimento para empresas e pessoas físicas. É o que afirmou Thiago Muniz, CEO da Receita Previsível e da B2B Stack, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo Muniz, o setor espacial deixou de ser um campo restrito a governos e estatais e passou a fazer parte da agenda de empresas privadas, com potencial de criar um novo ecossistema de negócios.
“Quando a gente fala de espaço, isso deixou de ser algo que era só tratado pelos governos”, afirmou.
Para o executivo, a SpaceX pode ser vista como uma espécie de provedora de infraestrutura para a economia espacial, com capacidade de atrair investidores interessados em inovação, tecnologia e conectividade.
“É como se a SpaceX se tornasse uma empresa de hospedagem do mundo inteiro”, disse.
Muniz afirmou que parte da expectativa em torno da companhia vem da Starlink, empresa de internet via satélite de Elon Musk. Segundo ele, estimativas de mercado apontam para um faturamento entre US$ 18 bilhões e US$ 24 bilhões.
Ainda assim, o executivo alertou que a operação pode vir acompanhada de uma “supervalorização” e que será preciso acompanhar a reação do mercado.
Leia também: SpaceX estreia na Bolsa do Brasil: veja como investir na empresa de Elon Musk
Muniz disse que Elon Musk é parte central da narrativa em torno da SpaceX. Para ele, o empresário funciona como um ativo de marketing, capaz de ampliar a visibilidade da companhia e fortalecer o interesse dos investidores.
Segundo o executivo, essa estratégia já é conhecida no mercado de tecnologia e de startups, em que fundadores se tornam personagens públicos associados ao valor da empresa.
“Além de toda a tecnologia e infraestrutura envolvida, existe também um quê de marketing”, afirmou.
Muniz comparou essa dinâmica a outros nomes do setor de tecnologia, como Sam Altman, da OpenAI, e fundadores que ajudaram a construir narrativas em torno de suas companhias.
No caso de Musk, ele afirmou que a estratégia já foi usada em outros movimentos empresariais, como a compra do Twitter e a mudança do nome da plataforma para X.
“É uma estratégia que normalmente gera muita oportunidade de negócios para esse cara que é um gênio não só dos negócios, mas também do marketing”, disse.
O executivo afirmou que investidores brasileiros também poderão se interessar por uma eventual exposição à SpaceX, especialmente por meio de BDRs, caso os recibos sejam disponibilizados na bolsa de valores.
Segundo Muniz, a tese pode atrair investidores interessados em conectividade, infraestrutura espacial e expansão da internet via satélite em países de grande extensão territorial, como o Brasil.
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Siga o Times | CNBCEle disse que a narrativa da Starlink pode ter apelo no mercado brasileiro porque ainda há regiões fora dos grandes centros com acesso limitado à internet de qualidade.
“Com mais internet, com mais acesso, a gente consegue olhar para isso com outra perspectiva”, afirmou.
Para Muniz, a ampliação da conectividade pode ter efeitos sobre a economia, ao permitir maior inclusão digital e novas oportunidades de negócios.
Apesar do potencial, Muniz afirmou que investidores precisam avaliar promessas que podem não se concretizar no prazo esperado.
Ele citou como exemplo a ideia de data centers orbitais, estruturas de computação instaladas no espaço, e a expectativa de que a SpaceX possa capturar ganhos ligados à inteligência artificial.
Segundo o executivo, ainda há incertezas sobre quando essas frentes poderão gerar lucro de forma efetiva.
“Também tem que olhar para esse aspecto na hora de investir nas ações da SpaceX”, afirmou.
Muniz disse que o mercado deve acompanhar de perto se a companhia conseguirá transformar suas promessas em resultados concretos.
Leia também: IPO da SpaceX é um ‘referendo’ sobre Musk, dizem observadores do mercado
Questionado sobre se uma eventual abertura de capital da SpaceX poderia antecipar o comportamento de futuros IPOs de empresas como OpenAI e Anthropic, Muniz afirmou que os casos são diferentes.
Segundo ele, a SpaceX está ligada a infraestrutura, enquanto empresas de inteligência artificial operam modelos de crescimento distintos, com desafios próprios de monetização e escala.
Muniz afirmou que a OpenAI cresceu com uma lógica mais próxima de software como serviço, baseada em grande base de usuários gratuitos e uma parcela menor de usuários pagantes. Esse modelo, segundo ele, gera custos relevantes.
Já a Anthropic, na avaliação do executivo, adotou uma estratégia mais voltada ao mercado corporativo, com foco em clientes enterprise e crescimento mais enxuto.
Para Muniz, a grande questão para empresas de IA será como sustentar investimentos em tecnologia no futuro, conciliando crescimento, custo operacional e monetização.
“Essa vai ser a grande questão para quando a gente olhar para essas empresas que já estão mais no dia a dia de muitas pessoas no mundo”, afirmou.
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