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JBS bate recorde de receita, com US$ 23,9 bilhões, e vê melhora de rentabilidade nas operações
Publicado 10/08/2026 • 18:08 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 10/08/2026 • 18:08 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Divulgação/JBS
A JBS registrou receita líquida recorde de US$ 23,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho refletiu o avanço de diferentes operações da companhia e a diversificação entre geografias e proteínas.
Na comparação com os três primeiros meses do ano, a companhia destacou ainda melhora de rentabilidade na maior parte das unidades de negócio, apesar de a operação de carne bovina nos Estados Unidos continuar pressionada pela baixa disponibilidade de gado e pelos custos elevados.
O Ebitda ajustado somou US$ 1,257 bilhão no segundo trimestre, queda de 8,2% na comparação anual, considerando as normas contábeis americanas. Pelo padrão internacional IFRS, usado nas demonstrações financeiras da companhia, o indicador ficou em US$ 1,429 bilhão, recuo de 18,5%. A base de comparação era particularmente forte, já que as operações de aves haviam registrado resultados recordes no segundo trimestre de 2025.
“Voltamos a registrar receita recorde, refletindo a força de nosso portfólio diversificado entre geografias, proteínas e marcas”, afirmou o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni.
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Um dos principais destaques do trimestre veio da operação brasileira.
A JBS Brasil alcançou receita líquida recorde de US$ 4,6 bilhões, alta de 28% em relação ao segundo trimestre de 2025. O Ebitda ajustado chegou a US$ 273 milhões, crescimento de 22,1% e o maior já registrado pela unidade em um segundo trimestre.
O resultado veio mesmo com aumento de 12% no preço médio do gado.
As exportações foram beneficiadas por preços e volumes maiores, enquanto a demanda internacional e a estratégia de diversificação geográfica sustentaram as vendas externas. No mercado doméstico, a companhia também registrou crescimento de preços e volumes.
A Seara registrou receita líquida de US$ 2,56 bilhões, alta de 18,2% na comparação anual.
O Ebitda ajustado ficou em US$ 315 milhões, com margem de 12,3%. A unidade superou a marca de 1 milhão de toneladas vendidas no trimestre, apoiada por maior utilização da capacidade produtiva, ganhos de eficiência e expansão do portfólio de produtos de maior valor agregado.
As exportações também avançaram, inclusive para o Oriente Médio, apesar do ambiente operacional mais desafiador na região.
Na Austrália, a receita líquida cresceu 30%, para US$ 2,6 bilhões, sustentada por preços e volumes maiores. O Ebitda ajustado somou US$ 218 milhões.
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Siga o Times | CNBCJá a JBS USA Pork registrou receita de US$ 2,1 bilhões e aumento de 38% no Ebitda ajustado, para US$ 184 milhões, mantendo a rentabilidade dentro de sua faixa histórica.
Na JBS Beef North America, a receita também atingiu recorde, chegando a US$ 7,8 bilhões, 14,2% acima de um ano antes. A unidade, porém, continuou enfrentando margens pressionadas pela oferta restrita de gado. O Ebitda ajustado permaneceu negativo em US$ 100 milhões, mas melhorou frente ao resultado negativo de US$ 264 milhões registrado no segundo trimestre de 2025.
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Outro destaque foi a geração de caixa.
O fluxo de caixa livre atingiu US$ 130 milhões, ante consumo de US$ 55 milhões no segundo trimestre do ano passado — uma melhora de US$ 185 milhões.
A evolução foi impulsionada principalmente pela gestão de capital de giro, incluindo recebíveis, adiantamentos de clientes ligados às exportações brasileiras e aumento das contas a pagar.
A alavancagem líquida encerrou junho em 3,1 vezes, ligeiramente acima da meta financeira de longo prazo da companhia. O prazo médio da dívida chegou a 15,3 anos, com custo médio de 5,7%.
Após a ampliação recente da linha de crédito rotativo de cerca de US$ 3,5 bilhões para aproximadamente US$ 4,2 bilhões, a JBS calcula uma liquidez total de US$ 7,7 bilhões.
Apesar do recorde de receita, a JBS registrou prejuízo líquido atribuível aos acionistas de US$ 102 milhões, ante lucro de US$ 528 milhões um ano antes.
Em bases ajustadas, porém, o lucro líquido foi de US$ 218 milhões, equivalente a lucro ajustado de US$ 0,20 por ação.
Entre os principais efeitos excluídos do resultado ajustado estiveram US$ 172 milhões relacionados a prêmios, juros e custos de operações de recompra de títulos, US$ 133 milhões em acordos antitruste e um ganho de US$ 81 milhões relacionado à aquisição da Mantiqueira Alimentos.
Durante o trimestre, a companhia também distribuiu US$ 1 bilhão em dividendos aos acionistas.
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