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Dow Jones cai pelo terceiro dia seguido com alta dos juros dos Treasuries

Publicado 24/09/2026 • 18:01 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Dow Jones cai 0,31% e registra a terceira sessão consecutiva de baixa; S&P 500 recua 0,02% e Nasdaq sobe 0,01%.
  • Treasuries atingem máximas em décadas, com o rendimento de 30 anos a 5,501% e o de 10 anos a 5,223%.
  • Expectativas de juros mais altos aumentam, enquanto petróleo acima de US$ 100 e inflação seguem pressionando os mercados.

Foto: Getty Images

O Dow Jones Industrial Average caiu pela terceira sessão consecutiva nesta quinta-feira (24), pressionado pela alta dos rendimentos dos Treasuries, que atingiram máximas de várias décadas e continuam pesando sobre os setores mais sensíveis ao ciclo econômico.

O índice, que reúne 30 grandes empresas americanas, recuou 161,61 pontos, ou 0,31%, para 51.349,98 pontos. O S&P 500 caiu 0,02%, para 7.704,13 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançou 0,01%, aos 26.939,37 pontos.

As bolsas chegaram a se afastar das mínimas do dia depois que a Reuters informou, citando fontes, que negociadores dos Estados Unidos e do Irã, reunidos em Nova York, estudam um acordo que poderia levar a um encerramento gradual do conflito no Oriente Médio. Pelo acordo, o Irã reabriria o Estreito de Ormuz, enquanto os EUA suspenderiam o bloqueio econômico contra Teerã.

Mesmo assim, tanto o petróleo quanto os rendimentos dos títulos do Tesouro americano continuaram em níveis elevados. O Brent, referência internacional, subiu mais de 3% e fechou acima de US$ 106 (R$ 551,20) por barril. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 2,7%, encerrando o dia a US$ 94,61 (R$ 492,00) por barril.

O rendimento do Treasury de 30 anos chegou a 5,501%, maior nível desde junho de 2004. Já o título de 10 anos, considerado uma referência importante para as taxas de hipotecas, disparou para 5,223%, atingindo o maior patamar desde junho de 2007. O rendimento do Treasury de 2 anos também subiu, para 4,941%.

Com a disparada dos rendimentos, aumentaram também as apostas de que os bancos centrais poderão voltar a elevar os juros. Os contratos futuros dos Fed funds indicam agora uma probabilidade de quase 71% de que o Federal Reserve faça mais uma alta de juros em outubro, segundo a ferramenta CME FedWatch. Há uma semana, essa probabilidade era de cerca de 55%.

Leia mais: Ibovespa cai 0,99% com Treasuries e petróleo em alta; dólar sobe a R$ 5,19 com Fed e caso Master

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Rendimentos mais altos dos Treasuries tendem a aumentar o custo do crédito para consumidores e empresas, justamente quando os americanos já estão gastando mais com combustíveis.

Apesar disso, os dados divulgados na quarta-feira pelos índices de gerentes de compras (PMIs) de manufatura e serviços da S&P Global mostraram que a economia americana continua apresentando um desempenho sólido.

“A economia continua mostrando uma resiliência impressionante, mas essa força mantém vivas as preocupações com a inflação e pressiona os juros para cima”, disse Jason Stephens, fundador da Evertern Wealth. “Neste momento, o mercado de títulos talvez seja o mais importante a acompanhar.”

Para Stephens, a principal questão não é mais se o Fed voltará a subir os juros, mas “por quanto tempo eles permanecerão elevados e o que um Treasury de 10 anos acima de 5% acabará provocando no mercado imobiliário, nos empréstimos corporativos, nos mercados privados e nas avaliações das ações”.

Ele também apontou a energia como “um dos principais fatores de volatilidade”. Segundo Stephens, qualquer movimento brusco do petróleo em reação aos acontecimentos no Oriente Médio “afeta diretamente o debate sobre inflação e juros”.

No fim das contas, os mercados vivem uma “contradição interessante”, afirmou Stephens. “Os investidores estão preocupados com os juros porque os dados econômicos estão fortes, e não porque a economia esteja entrando em colapso.”

A Oracle esteve entre os principais destaques negativos do pregão. As ações da empresa caíram 3,5% depois que a Bloomberg News informou, citando fontes, que a companhia estava recorrendo a uma cláusula de força maior para se proteger de possíveis atrasos em um projeto de data center em construção no Novo México.

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