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Juros altos e queda no e-commerce levam Magalu ao prejuízo no 1º trimestre

Publicado 07/05/2026 • 21:52 | Atualizado há 50 minutos

KEY POINTS

  • Resultado financeiro piorou 16,5% no período, pressionado pela alta da Selic e pelo aumento das despesas financeiras.
  • Vendas no e-commerce caíram 11,0%, enquanto lojas físicas avançaram 6,9% e ajudaram a compensar parte da retração.
  • Empresa manteve foco em tecnologia, que concentrou 84% dos investimentos realizados no trimestre.
Magazine Luiza.

Divulgação

Magazine Luiza

O Magazine Luiza encerrou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido contábil de R$ 55,2 milhões, revertendo o lucro de R$ 12,8 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

Desconsiderando efeitos não recorrentes, o prejuízo líquido ajustado foi de R$ 33,9 milhões entre janeiro e março, ante lucro ajustado de R$ 11,2 milhões um ano antes.

A receita líquida da varejista somou R$ 9,2 bilhões no trimestre, com recuo de 2,0% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado caiu 5,4%, para R$ 717,6 milhões. Mesmo assim, a margem Ebitda ajustada permaneceu em 7,8%.

Segundo a companhia, o resultado foi impactado principalmente pelo aumento das despesas financeiras e por um ambiente de consumo ainda pressionado, apesar da manutenção da disciplina operacional e da preservação das margens.

O resultado financeiro líquido ajustado ficou negativo em R$ 568,7 milhões, alta de 16,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025. De acordo com o Magalu, a piora reflete o avanço da taxa básica de juros, que passou de 12,25% no início do ano passado para 15,0% no começo de 2026.

As vendas totais, considerando lojas físicas, e-commerce e marketplace, alcançaram R$ 15,2 bilhões no período. O desempenho foi afetado pela queda de 11,0% no comércio eletrônico, parcialmente compensada pela alta de 6,9% nas lojas físicas.

A diretora de Relações com Investidores da companhia, Vanessa Rossini, afirmou que o Magalu continuou ganhando participação de mercado nas lojas físicas, em um cenário de demanda praticamente estável no varejo.

A executiva também destacou que o trimestre foi marcado pela preservação das margens, especialmente nos canais digitais, em meio ao aumento global nos custos de chips de memória, que pressionou os preços de produtos como smartphones, televisores e itens de informática.

“Nós repassamos esse aumento e o cliente demora um tempo até se adaptar a esse novo patamar”, afirmou Rossini em entrevista ao Broadcast.

Na estrutura de capital, a empresa encerrou março com caixa líquido ajustado de R$ 1,2 bilhão e posição total de caixa de R$ 6,2 bilhões, considerando aplicações financeiras e recebíveis de cartão de crédito.

Os investimentos do trimestre somaram R$ 189,6 milhões, avanço de 13% na comparação anual. Desse total, 84% foram destinados à área de tecnologia.

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