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Lululemon reduz previsão anual e divulga projeção fraca para o segundo trimestre

Publicado 04/06/2026 • 20:11 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Embora a Lululemon possa ter resolvido sua disputa por procuração e contratado um novo CEO, seus desafios estão longe de terminar.
  • A varejista de roupas esportivas reduziu sua previsão para o ano todo e divulgou uma perspectiva fraca para o trimestre atual, citando dificuldades não divulgadas.
  • A Lululemon superou as expectativas de Wall Street tanto em receita quanto em lucro, embora com expectativas reduzidas.

A Lululemon reduziu suas projeções para o ano fiscal de 2026 após registrar um desempenho abaixo do esperado na América do Norte. A CEO interina, Meghan Frank, atribuiu a desaceleração a críticas à marca nas redes sociais e na mídia, além de lançamentos de produtos que não despertaram o interesse esperado dos consumidores.

Segundo Frank, a empresa também sentiu os efeitos da disputa pública com o fundador Chip Wilson e de questionamentos sobre alguns produtos. Embora essas controvérsias tenham perdido força, a companhia ainda não conseguiu recuperar os níveis de demanda anteriores.

Após a divulgação dos resultados, as ações da Lululemon caíram cerca de 11% no pós-mercado e acumulam perda próxima de 40% no ano.

A varejista agora prevê receita entre US$ 11 bilhões e US$ 11,15 bilhões em 2026, abaixo da estimativa anterior de até US$ 11,5 bilhões. A projeção de lucro por ação também foi reduzida para uma faixa entre US$ 10,95 e US$ 11,15, distante da expectativa dos analistas.

Para o trimestre atual, a empresa estima vendas entre US$ 2,45 bilhões e US$ 2,48 bilhões, abaixo do consenso de mercado, e lucro por ação de até US$ 1,81.

Apesar do cenário mais fraco, a Lululemon superou ligeiramente as expectativas no primeiro trimestre. A receita cresceu 4%, para US$ 2,47 bilhões, enquanto o lucro líquido somou US$ 195 milhões, abaixo dos US$ 314,6 milhões registrados um ano antes.

O principal desafio continua sendo a América do Norte, onde as vendas comparáveis recuaram 5%, marcando o quinto trimestre consecutivo de queda. Em contraste, as operações internacionais seguem impulsionando o crescimento: as vendas fora da região avançaram 22%, com destaque para a China.

Além da desaceleração da demanda, a companhia enfrenta pressão sobre as margens devido às tarifas de importação e ao aumento dos descontos oferecidos para estimular as vendas. A margem bruta caiu 4,1 pontos percentuais no trimestre, para 54,2%.

A empresa espera que a rentabilidade continue pressionada no curto prazo, mas projeta uma melhora gradual no segundo semestre. A chegada de Heidi O’Neill, ex-executiva da Nike, ao cargo de CEO em setembro é vista como parte da estratégia para acelerar a renovação de produtos e recuperar o crescimento no mercado norte-americano.

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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

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