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Divisão da Azzas ainda está longe de acordo, mas Farm Rio, principal marca do grupo, deve ser vendida
Publicado 20/07/2026 • 10:25 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 20/07/2026 • 10:25 | Atualizado há 2 meses
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Divulgação
Roberto Jatahy e Alexandre Birman
As negociações para a divisão da Azzas 2154 entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy ainda estão longe de um acordo final. Fontes envolvidas nas tratativas afirmaram ao colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que nada estar fechado, embora a Farm Rio deva mesmo ficar fora da eventual divisão e ser vendida à parte.
O impasse ocorre no meio de um processo já formalizado pela companhia junto ao mercado. No comunicado divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 19 de junho, a Azzas informou que Birman pediu o encerramento do procedimento arbitral CAM-B3 nº 325/26, com o objetivo de reunir todas as controvérsias com Jatahy em uma única arbitragem, a CAM-B3 nº 326/26. Birman também apresentou resposta ao requerimento movido por Jatahy, incluindo pedidos contrapostos, enquanto a própria Azzas solicitou ingresso no processo como terceira interessada.
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O conflito entre Birman e Jatahy remonta à combinação de negócios entre Arezzo&Co e Grupo Soma, concluída em 2024. Segundo fontes, as divergências giram em torno da gestão e da governança do grupo após a fusão, com questionamentos sobre mudanças na estrutura organizacional das unidades de vestuário feminino e masculino e sobre a interpretação de regras do acordo de acionistas e do estatuto social.
O impasse entre os dois principais executivos também alcançou a Hering. Um grupo de acionistas que representa cerca de 11% do capital da Azzas, liderado pela família fundadora da marca, contratou o BR Partners para negociar uma tentativa de retomar o controle da operação.
A Azzas afirmou que a Hering não está à venda e que não há, no momento, qualquer negociação em curso envolvendo a marca ou ativos a ela relacionados. Sobre uma eventual transação, o JP Morgan avalia que o negócio é improvável, a menos que haja pagamento de prêmio significativo pelo ativo.
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Siga o Times | CNBCA Farm Rio deve permanecer fora do processo de divisão entre Birman e Jatahy e seguir para uma venda separada. O movimento está alinhado ao que a própria Azzas já havia sinalizado ao mercado, ao confirmar a contratação do Morgan Stanley para assessorar a avaliação de alternativas estratégicas envolvendo a marca, com o objetivo de destravar valor do ativo.
A companhia reforçou que, até o momento, não há decisão tomada, operação aprovada, estrutura definida ou instrumento vinculante celebrado sobre a Farm Rio.
O Bradesco BBI estima uma avaliação implícita de R$ 5,2 bilhões para a Farm Rio, valor que supera o valor de mercado atual de toda a companhia. Para o banco, o debate em torno de uma potencial venda pode dar suporte à performance das ações no curto prazo, justamente por se tratar do ativo com maior potencial de geração de valor dentro do portfólio da Azzas.
O movimento em torno da Farm Rio e da Hering ocorre com a Azzas apresetando resultados pressionados. O Banco Safra projeta um segundo trimestre de 2026 marcado por forte dispersão entre as empresas de varejo não essencial, com a Azzas entre os destaques negativos do setor, ao lado de Natura e Vivara.
Segundo o Safra, a fraqueza nas divisões de calçados, acessórios e vestuário feminino deve continuar pressionando os números da companhia, com queda estimada de 9% na receita, retração de margens e lucro líquido projetado em R$ 86 milhões, ante R$ 284 milhões no mesmo período de 2025.
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