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IG4 pode assumir controle da Oncoclínicas após aporte de R$ 500 milhões
Publicado 20/07/2026 • 10:13 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 20/07/2026 • 10:13 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação Oncoclínicas
A gestora IG4 teria colocado como condição para o aporte de R$ 500 milhões na Oncoclínicas o controle da rede de hospitais.
A companhia, que passa por um processo de recuperação extrajudicial (RE), confirmou o aporte na última sexta-feira (17), mas não há informações sobre uma possível mudança na gestão.
Leia também: Oncoclínicas recebe proposta de R$ 500 milhões em debêntures da IG4 Capital
Procuradas pela reportagem do Times Brasil — licenciado exclusivo da CNBC —, as empresas não responderam oficialmente. O espaço segue aberto.
De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, a gestora quer nomear diretores e executivos no conselho da empresa como contrapartida ao aporte milionário em debêntures.
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Siga o Times | CNBCA rede de hospitais tem hoje quatro grandes acionistas, que detêm juntos 40,86% das ações: a gestora de recursos Latache, o BRB (Banco de Brasília) e dois fundos de investimento chamados Josephina 2 e Josephina 3, ligados ao banco Goldman Sachs e à gestora Centaurus. Mesmo se eles estiverem de acordo com o negócio, o controle à IG4 não será garantido.
O contexto de reestruturação é desafiador. A Oncoclínicas protocolou na madrugada de 14 de julho o pedido de recuperação extrajudicial. A empresa informou que conta, até o momento, com a adesão de cerca de 37% dos créditos abrangidos — índice que, segundo a companhia, é suficiente para o ajuizamento e reflete o apoio relevante dos credores aos esforços de reestruturação.
O passivo da rede de saúde está estimado em R$ 5,1 bilhões. O plano em análise pela companhia prevê a capitalização por parte dos acionistas, a conversão de créditos em participação acionária, o alongamento dos prazos de amortização e a substituição de dívidas. Em comunicado, o CEO da Oncoclínicas, Carlos Gil Ferreira, defendeu a medida como a alternativa mais adequada para reorganizar a estrutura financeira de maneira ordenada.
“Estamos enfrentando esse momento com transparência, preservando integralmente nossa operação e mantendo o foco naquilo que define a Oncoclínicas: o cuidado aos pacientes”, afirmou Isaac Quintino da Silva, diretor executivo financeiro e de relações com investidores da companhia
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