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Mercedes-Benz alerta para escassez e tem lucro 17% menor com pressão da China

Publicado 29/04/2026 • 11:19 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Mercedes alerta que guerra prolongada no Oriente Médio pode gerar escassez de energia e commodities.
  • A montadora teve lucro líquido de 1,43 bilhão de euros no 1º trimestre, recuo de 17% na comparação anual, pressionada sobretudo pelo desempenho na China.
  • As vendas caíram 27% no país asiático; executivos reconhecem forte competitividade das marcas locais.

Divulgação

Mercedes-Benz

A Mercedes-Benz alertou nesta quarta-feira (29) que uma guerra prolongada no Oriente Médio pode provocar escassez de insumos essenciais para a indústria automotiva, ao mesmo tempo em que reportou queda expressiva no lucro do primeiro trimestre, pressionada pela concorrência na China.

O conflito na região reduziu drasticamente o tráfego no Estreito de Ormuz, onde Irã e Estados Unidos mantêm bloqueios concorrentes. A restrição afeta o fornecimento global de energia e eleva o custo de metais industriais, como o alumínio, além de impactar derivados de petróleo usados na produção de plásticos e outros produtos petroquímicos.

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“Estamos monitorando continuamente (a guerra) e analisando as implicações para a cadeia de suprimentos”, afirmou o diretor financeiro da companhia, Harald Wilhelm, em teleconferência com jornalistas. Segundo ele, caso o conflito se estenda, “não se pode descartar a possibilidade de escassez em certas áreas, seja de energia ou de determinadas commodities fortemente abastecidas pela região”.

No balanço financeiro, a montadora registrou lucro líquido de 1,43 bilhão de euros entre janeiro e março, queda de 17% na comparação anual. O resultado foi impactado principalmente pelo desempenho na China, mercado que historicamente sustentou parte relevante dos ganhos das fabricantes alemãs.

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As vendas de carros da empresa no país asiático recuaram 27% em volume no primeiro trimestre, mesmo com avanço na Europa e na América do Norte. A companhia já havia fechado 2025 com o menor nível de vendas na China desde 2016.

Wilhelm reconheceu a pressão crescente das montadoras locais. “Levamos a concorrência chinesa muito, muito a sério”, disse. “Os veículos, a tecnologia, o pacote — e, claro, o preço. Para ser claro, você recebe um valor incrível por muito pouco dinheiro.”

Marcas chinesas como BYD e Geely ampliaram espaço especialmente no segmento de veículos elétricos. Segundo dados da consultoria Dataforce, fabricantes chinesas como Chery, Geely e Xpeng responderam por 9% do mercado europeu em março, ante participação praticamente nula três anos antes.

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Para o executivo, é preciso considerar que as montadoras chinesas tendem a buscar mercados externos diante das dificuldades internas. “Devemos assumir que esses veículos de fabricantes locais na China também encontrarão caminho para o mercado de exportação”, afirmou.

Ele defendeu a permanência da Mercedes no país asiático como estratégia de longo prazo. “Se alguém se retirasse e dissesse: ‘Vou esperar isso passar’, talvez escapasse hoje, mas amanhã quase certamente enfrentaria o problema. E então teríamos um problema muito grande.”

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