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Microsoft vê desafio na aplicação da IA e reforça aposta de R$ 14,7 bilhões no Brasil
Publicado 10/06/2026 • 20:06 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 10/06/2026 • 20:06 | Atualizado há 2 horas
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Depositphoto
Microsoft
A presidente da Microsoft Brasil, Priscyla Laham, afirmou que o principal desafio das empresas não é mais ter acesso à inteligência artificial, mas transformá-la em ganhos concretos de produtividade. A avaliação foi apresentada durante painel no Web Summit Rio nesta quarta-feira (10) ao detalhar a estratégia que sustenta o investimento de R$ 14,7 bilhões anunciado pela companhia no país.
Segundo a executiva, embora 96% dos líderes empresariais brasileiros já considerem a IA um fator de competitividade, muitas organizações ainda utilizam a tecnologia de forma isolada, sem conexão direta com seus objetivos de negócio. “A inteligência artificial é um facilitador, não o objetivo final”, disse.
“Para ela virar dinheiro, é preciso que todo o C-level saiba quais são os objetivos de negócio da empresa. Sem objetivo e sem contexto, você não vai conseguir resultados melhores nem mais rápidos”, disse.
O debate abordou o maior aporte realizado pela Microsoft no Brasil em seus 37 anos de atuação no país. Os recursos serão destinados à expansão de data centers e ao desenvolvimento de serviços ligados à inteligência artificial.
Laham afirmou que a decisão foi tomada com base na expectativa de crescimento do mercado brasileiro. “A razão para fazer esse investimento é porque enxergamos uma oportunidade. A gente realmente acredita que a inteligência artificial vai expandir a capacidade humana”, declarou.
A executiva também alertou para o que chamou de “gap de inteligência”, a diferença entre possuir acesso à tecnologia e saber utilizá-la de forma eficiente. “Se você colocar inteligência artificial em processos de trabalho ruins, você não terá um bom resultado. A tecnologia sozinha não resolve problemas de gestão nem substitui uma estratégia bem definida”, afirmou.
Na avaliação da presidente de Laham, o avanço da IA depende de três fatores combinados: infraestrutura, transformação organizacional e qualificação profissional. “Em um país com tantos desafios de inclusão, entendemos que precisávamos investir não apenas em infraestrutura, mas também em capacitação de pessoas”, disse.
A empresa vem ampliando programas de treinamento em letramento digital, inteligência artificial e cibersegurança. O objetivo, segundo Laham, é preparar profissionais e empresas para uma economia mais dependente de dados e automação.
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