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Consumo de aço recua 14,1% em maio no Brasil e exportações despencam 35%, mostra instituto
Publicado 19/06/2026 • 13:13 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 19/06/2026 • 13:13 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Consumo de aço cai 14,1% em maio e exportações recuam 35%, mostrando fragilidade na demanda do setor siderúrgico.
O consumo aparente de produtos siderúrgicos no Brasil caiu 14,1% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados do Instituto Aço Brasil. O recuo expõe fragilidade na demanda interna por aço, mesmo em um mês de leve alta na produção.
No acumulado de janeiro a maio, a retração do consumo chega a 4,1%, sinal de que o enfraquecimento não é pontual e já se estende ao longo do ano.
🔍 Consumo aparente Indicador que mede a demanda real de aço no mercado interno. O cálculo soma a produção nacional às importações e subtrai as exportações, mostrando quanto do aço produzido e importado de fato ficou disponível para uso no país.
A produção nacional de aço bruto também recua no acumulado de 2026. Apesar da alta de 2,4% em maio, para 2,8 milhões de toneladas, o total entre janeiro e maio soma 13,4 milhões de toneladas, queda de 1,9% frente ao mesmo período de 2025.
Leia também: Aço brasileiro é pressionado por novo tarifaço apesar de escapar da tarifa de 25%
As exportações de aço caíram 35% em volume em maio, para 645 mil toneladas, e 34,3% em valor, somando US$ 449 milhões. A retração mensal contrasta com o desempenho do acumulado do ano, que ainda mostra alta de 7,8% em volume, mas já dá sinais de perda de força no curto prazo.
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Siga o Times | CNBCDo lado das importações, o resultado também é negativo. As compras externas de aço recuaram 55,4% em volume, para 312 mil toneladas, e 45,2% em valor, para US$ 322 milhões, o pior desempenho mensal da série analisada pelo Instituto Aço Brasil.
Mesmo com as vendas internas em alta de 1,3% em maio, para 1,8 milhão de toneladas, o avanço não é suficiente para compensar a queda do consumo aparente, métrica que considera também o saldo entre produção e comércio exterior.
A combinação de exportações em retração, importações em colapso e consumo em queda sugere um setor de aço mais cauteloso, em meio a um ambiente macroeconômico ainda adverso para a indústria.
A desaceleração não é exclusividade brasileira. A produção mundial de aço caiu 1,9% em abril de 2026 e acumula retração de 2,1% no ano, mas o Brasil amplia a sensação de perda de tração ao registrar queda simultânea em consumo, exportações e importações.
O país permaneceu na nona posição entre os maiores produtores mundiais de aço em abril, atrás de China, Índia, Estados Unidos e Japão, sem alteração no ranking apesar do cenário mais fraco internamente.
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