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Citi projeta valorização de até 40% nas ações da Azzas após separação de marcas
Publicado 04/09/2026 • 08:10 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 04/09/2026 • 08:10 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Arezzo&Co e Hering, do grupo Azzas 2154.
Divulgação LinkedIn/Azzas 2154.
O Citi afirmou ter uma visão positiva de curto prazo sobre as ações do grupo Azzas 2154 (AZZA3) após o anúncio de que as famílias Birman e Jatahy fecharam acordo para desfazer a fusão entre Arezzo&Co e Soma. Em relatório enviado a clientes, o banco vê potencial de valorização de até 40% para os papéis da companhia.
Em relatório, o Citi mantém a recimendação Neutra, com risco alto, mas passou a adotar uma visão positiva de curto prazo, com horizonte de 90 dias, diante do desfecho da disputa societária que se arrastava entre os dois grupos controladores.
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Pelo plano anunciado na quarta-feira (2), a Azzas será dividida em duas companhias independentes. A Arezzo&Co concentrará as unidades de calçados e bolsas, além da Hering. A Soma ficará com o portfólio de moda feminina, exceto a Farm, e moda masculina, incluindo a Reserva.
Além da separação dos negócios, os grupos Birman e Jatahy vão trocar participações acionárias entre si para se tornarem os acionistas de referência de cada nova empresa. Ao final da operação, o grupo Jatahy deterá cerca de 26% da Soma, enquanto o grupo Birman ficará com aproximadamente 32% da Arezzo&Co e manterá uma fatia de 6% na Soma.
Os acionistas minoritários, de acordo com o relatório, preservarão cerca de 68% de participação em cada uma das companhias, na mesma proporção que já detêm hoje no capital da Azzas.
Nenhum cronograma foi divulgado além da assinatura do acordo vinculante pelos dois grupos. A conclusão da operação ainda depende de aprovações do Conselho de Administração, dos acionistas, do Cade e do Novo Mercado, entre outras condições habituais.
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Siga o Times | CNBCPara o Citi, a Azzas negocia atualmente a um múltiplo de aproximadamente 3 vezes o EV/EBITDA estimado para 2027, patamar considerado conservador, embora em linha com outras varejistas de vestuário no Brasil. Como referência, o banco cita a Lojas Renner, com múltiplo próximo de 4 vezes, e o grupo C&A e a Riachuelo, ambas abaixo de 3 vezes.
Diante do perfil de crescimento da Farm e de um possível prêmio estratégico associado à marca, os analistas do Citi avaliam que o negócio deveria ser precificado com um múltiplo mais alto do que o restante do portfólio.
Na nova estrutura, a Farm passará a ter administração e governança próprias, com a Arezzo&Co detendo participação de controle de 57% e a Soma com os 43% restantes. O Citi reforça que a companhia segue avaliando alternativas estratégicas para a Farm Rio, processo que já estava em curso antes do anúncio da separação.
Na visão do banco, uma venda da marca, e não uma listagem em bolsa, é o desfecho mais provável para a Farm Rio.
Ao aplicar um múltiplo de 7 vezes para a Farm e de 3 vezes para as demais operações, o Citi calcula um potencial de valorização superior a 40% para as ações da Azzas. Mesmo em um cenário mais conservador, com múltiplo de 5 vezes para a Farm, o banco estima alta de cerca de 18%.
Cada uma das novas companhias enfrentará desafios distintos, aponta o relatório. Na Arezzo, os principais pontos de atenção envolvem acelerar o sell-in das linhas de calçados e bolsas e retomar o crescimento da Hering, o que deve exigir ajustes na rede de franquias e nos canais de venda.
Já a Soma reúne um portfólio de marcas mais premium, mas com perspectivas de crescimento orgânico mais limitadas. O desafio de longo prazo da companhia, segundo o Citi, será reativar o modelo que sustentou seu crescimento no passado, baseado na aquisição de marcas emergentes e na experiência dos fundadores para escalar esses negócios.
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