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Nike é retirada do S&P 100 após ações atingirem menor nível em 12 anos
Publicado 07/09/2026 • 13:50 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 07/09/2026 • 13:50 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O logotipo da Nike é exibido em uma loja da Nike em Austin, Texas, em 5 de fevereiro de 2026. Brandon Bell | Getty Images
A Nike deixará o S&P 100 antes da abertura do mercado nos Estados Unidos em 21 de setembro de 2026, segundo a S&P Dow Jones Indices. A mudança foi anunciada em 4 de setembro como parte do rebalanceamento trimestral da provedora de índices e encerra a permanência de quase 18 anos da fabricante de artigos esportivos no índice.
A companhia será substituída por Dell Technologies, Palo Alto Networks, Arista Networks e Sandisk. Além da Nike, Honeywell Aerospace, Simon Property Group e Colgate-Palmolive também deixarão o S&P 100.
O S&P 100 reúne 100 grandes empresas dos Estados Unidos, de diferentes setores, e funciona como um subconjunto do S&P 500, que acompanha um universo mais amplo de companhias. Segundo a S&P Dow Jones Indices, os rebalanceamentos têm como objetivo manter os índices representativos de suas respectivas faixas de capitalização de mercado, medida pelo valor das empresas na bolsa.
A saída do S&P 100 não significa que as ações da Nike deixarão de ser negociadas. A empresa continua listada no mercado acionário americano e, segundo o anúncio, também não foi excluída do S&P 500. A mudança está relacionada especificamente à composição do S&P 100.
Leia mais: Grupo SBF estende contrato de distribuição da Nike no Brasil até 2034
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Siga o Times | CNBCA retirada ocorre em um momento de forte desvalorização da Nike. As ações fecharam a US$ 38,40 em 4 de setembro, no menor nível em 12 anos, acumulando uma queda de cerca de 78% a 79% em relação ao pico registrado em 2021.
Com a queda das ações, o valor de mercado da companhia recuou mais de US$ 220 bilhões, para aproximadamente US$ 57 bilhões. No exercício fiscal de 2026, a Nike registrou receita de US$ 46,4 bilhões, com perspectivas praticamente estáveis.
Os resultados também mostram pressão em alguns dos principais canais de vendas da empresa. A receita direta ao consumidor caiu 6%, enquanto a receita digital recuou 12%.
A mudança no S&P 100 ocorre, portanto, em um momento de transformação para a Nike, que enfrenta uma forte perda de valor de mercado e dificuldades para recuperar o ritmo de crescimento observado nos últimos anos.
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