Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Opep+ anuncia aumento da produção diária de petróleo; estratégia visa recuperar cotas de mercado
Publicado 07/09/2025 • 14:28 | Atualizado há 8 meses
Apple supera expectativas com lucro e receita puxados por serviços
Ações da Stellantis caem até 10% após resultados do 1º trimestre
Meta despenca 10% e Alphabet sobe 5% após empresas elevarem gastos de capital; entenda
Preço do petróleo atinge recorde em 4 anos; Brent futuro é negociado a US$ 126 por barril desta quinta
Amazon supera expectativas com avanço da nuvem, mas ação recua após resultado
Publicado 07/09/2025 • 14:28 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Pixabay
Plataforma de petróleo
A Opep+, grupo formado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, anunciou neste domingo (7) que vai aumentar a produção em 137 mil barris diários a partir de outubro. A decisão envolve oito países – Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Omã e Argélia – e reforça a estratégia de recuperação de participação no mercado iniciada em abril.
Nos últimos meses, esses países já haviam elevado a produção em 2,2 milhões de barris por dia. Segundo comunicado do grupo, há possibilidade de retorno gradual de até 1,65 milhão de barris diários adicionais, dependendo da evolução da demanda global.

“O 1,65 milhão de barris diários poderia ser restabelecido parcial ou totalmente, e de forma gradual, dependendo da evolução das condições do mercado”, informou a Opep+.
Na última sexta-feira (5) o valor do barril de petróleo Brent, negociado em Londres e mais utilizado nos contratos da Petrobras, fechou em queda de 2,22%, a US$ 65,50. Desde o início do ano, a commodity já perdeu 18% de valor. Na esteira, o valor da ação preferencial da Petrobras (PETR4) caiu 16,8% desde janeiro.
A decisão surpreendeu especialistas, que previam manutenção das cotas para evitar pressão sobre os preços em um período sazonalmente mais fraco. O quarto trimestre costuma registrar queda na demanda global de petróleo, o que poderia acentuar um quadro de excesso de oferta.
“Na verdade, o aumento da produção será muito menor, dados os limites de produção e o mecanismo de compensação da Opep+”, disse Jorge León, analista da Rystad Energy. Ele destacou que países que ultrapassaram cotas no passado terão de compensar essa diferença nos próximos meses.
Ainda assim, León ressaltou que a mensagem enviada pelo grupo é clara: há disposição de ampliar a oferta, o que pode levar os preços do petróleo a cair abaixo de US$ 60 o barril.
A decisão ocorre em meio à guerra na Ucrânia e à pressão ocidental contra a Rússia. O país depende de preços elevados para financiar sua máquina de guerra, mas enfrenta dificuldades para expandir sua fatia de mercado devido às sanções impostas por Estados Unidos e União Europeia.
Em agosto, Washington aplicou tarifas adicionais sobre produtos indianos em retaliação às importações de petróleo russo. E na quinta-feira (4), durante conversa com líderes aliados da Ucrânia, o presidente americano Donald Trump afirmou que a Europa deve parar de comprar petróleo russo, citando especificamente Hungria e Eslováquia.
O movimento da Opep+ reforça a complexidade do cenário global de energia, no qual decisões de oferta se entrelaçam com tensões geopolíticas e podem redesenhar o equilíbrio de preços em um mercado já volátil.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Mais lidas
1
Sauer: conheça a marca brasileira usada por Meryl Streep na estreia de ‘O Diabo Veste Prada 2’
2
AGOE da Oncoclínicas: o que está em jogo na assembleia que pode definir o futuro da companhia
3
Preço do petróleo atinge recorde em 4 anos; Brent futuro é negociado a US$ 126 por barril desta quinta
4
Tesouro Reserva: quando o valor investido pode ser resgatado? Veja como funciona
5
Frente Corretora de Câmbio é liquidada: o que muda na prática após decisão do Banco Central