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Por Nathalia Gimenes
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Publicado 30/04/2026 • 23:59 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein
EM EDIÇÃO Quem mais está investindo em I.A.? Veja os bilhões de Meta, Alphabet, Microsoft e Amazon
As grandes empresas de tecnologia voltaram ao centro das atenções na última quinta-feira (30), após divulgarem novos planos bilionários para ampliar investimentos em inteligência artificial ( I.A ).
Em Nova York, investidores reagiram de forma distinta aos anúncios, premiando a Alphabet e punindo a Meta. O movimento ocorreu porque o mercado avalia não apenas quanto cada companhia pretende gastar, mas também como esse dinheiro poderá se transformar em receita nos próximos anos.
Os números mostram que a disputa pela liderança em IA ganhou ainda mais velocidade em 2026. Meta, Alphabet, Microsoft e Amazon elevaram ou mantiveram projeções robustas de investimentos em infraestrutura, chips e data centers.
A Amazon lidera entre as gigantes do setor. A empresa manteve a previsão de cerca de US$ 200 bilhões em gastos de capital neste ano, o maior valor entre as companhias de tecnologia de grande porte.
Na sequência aparece a Microsoft. A dona do Windows e parceira estratégica da OpenAI informou previsão de US$ 190 bilhões em investimentos ao longo de 2026.
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Parte desse total, cerca de US$ 25 bilhões, está ligada ao aumento no custo de componentes.
A Alphabet, controladora do Google, também ampliou seus planos. A companhia passou a estimar investimentos entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões, acima da faixa anterior.
O avanço reflete a expansão de data centers e a forte demanda por serviços ligados à IA.
Já a Meta revisou sua projeção para um intervalo entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões. A dona de Facebook, Instagram e WhatsApp afirma que os recursos serão destinados à infraestrutura tecnológica e à expansão da capacidade futura.
Mesmo com resultados financeiros acima do esperado, Meta e Alphabet tiveram destinos opostos na bolsa.
As ações da Alphabet subiram mais de 5%, impulsionadas principalmente pelo desempenho do Google Cloud. A divisão de nuvem registrou crescimento de 63% na receita anual, reforçando a visão de que a empresa consegue transformar investimentos em inteligência artificial em vendas concretas.
Na outra ponta, a Meta viu seus papéis caírem cerca de 10%. Para analistas, o problema não está apenas no tamanho do investimento, mas na dificuldade de mostrar retorno rápido fora do mercado publicitário.
Leia também: Meta demitirá 10% da força de trabalho para investir mais em inteligência artificial
Diferentemente de Google, Microsoft e Amazon, a Meta não possui uma operação relevante de computação em nuvem para vender capacidade tecnológica a outras empresas.
Isso significa que boa parte da aposta em IA depende de ganhos internos, como melhora da publicidade digital, novos produtos e aumento de engajamento em suas plataformas. Para o mercado, esse caminho tende a ser mais lento e menos previsível.
Leia mais: Funcionários do Google pedem que CEO bloqueie uso de IA para fins militares dos EUA
Analistas do JPMorgan reduziram a recomendação para as ações da empresa e apontaram necessidade de maior clareza sobre como esses bilhões serão convertidos em lucro.
A disputa atual vai além de lançar chatbots ou ferramentas generativas. O foco está em dominar a infraestrutura necessária para a próxima fase da tecnologia, com centros de dados mais potentes, chips próprios e plataformas empresariais.
Nesse cenário, empresas que já possuem negócios fortes em nuvem saem na frente, porque conseguem vender serviços de IA imediatamente. As demais precisarão provar ao mercado que seus investimentos também podem gerar retorno relevante.
Amazon: US$ 200 bilhões
Microsoft: US$ 190 bilhões
Alphabet: entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões
Meta: entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões
A tendência é que os gastos continuem crescendo nos próximos trimestres. A I.A se tornou prioridade estratégica no Vale do Silício e também principal teste de confiança para investidores.
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