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Correios em crise: veja a linha do tempo que explica como a estatal chegou até aqui
Publicado 01/05/2026 • 06:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 01/05/2026 • 06:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: reprodução Marcos Oliveira/Agência Senado
Os Correios acumulam prejuízos desde 2022 e registram déficit de R$ 6,1 bilhões
Nos últimos meses, os Correios têm enfrentado uma das fases mais desafiadoras de sua história recente. A estatal combina queda de receitas, aumento de custos e uma forte dívida, que impacta diretamente no andamento da companhia. Além disso, mudanças regulatórias e no comércio internacional afetaram diretamente o volume das encomendas.
Os últimos balanços da empresa demonstram um cenário desafiador. Em 2025, a estatal registrou um prejuízo de 8,5 bilhões, aumento de 226% em relação ao ano anterior. Confira como os Correios chegaram à crise atual.
Leia também: Prejuízo dos Correios dispara para R$ 8,5 bilhões; privatização é solução? Veja como funcionaria
Em 2023, o governo federal implementou o programa Remessa Conforme, que alterou as regras para produtos importados de baixo custo ao Brasil. A medida, conhecida como ‘taxa das blusinhas’, passou a exigir um maior controle, além de realizar a tributação da mercadoria já no ato da compra.
Como consequência dessa nova medida, o volume de encomendas vindas do exterior despencou, além de abrir espaço para concorrentes privados na distribuição das encomendas. O programa do governo previa a aplicação de 20% de imposto em produtos comprados no exterior de até US$ 50, antes isentos.
Como resultado, o programa Remessa Conforme foi o responsável por uma perda de R$ 2,2 bilhões aos Correios.
Já em 2024, os efeitos começaram a aparecer com mais clareza na estatal. Os Correios registraram um prejuízo de R$ 2,6 bilhões no ano, de acordo com o Estadão. Esse número negativo também se dava pela forte concorrência no mercado.
O crescimento de plataformas de comércio eletrônico e operadores logísticos privados também foi responsável pelo início da crise dos Correios, que mais tarde também registraria uma queda enorme no volume de remessas.

Conforme citado, em 2025 a crise nos Correios seguiu se aprofundando. As encomendas internacionais despencaram drasticamente, o que pressionou diretamente o faturamento. A título de comparação, O volume de encomendas movimentadas recuou de 149 milhões para 41 milhões nos nove primeiros meses de 2025. Além disso, a receita com encomendas internacionais caiu de R$ 3,9 bilhões em 2024 para R$ 1,3 bilhão em 2025.
Apesar disso, alguns segmentos cresceram. O segmento de Mensagens avançou 6,8%, enquanto novos negócios subiram 5,1%. Ainda assim, esse crescimento não compensa a situação financeira da empresa, que depende diretamente do envio das encomendas.
Leia também: Correios precisam se reinventar para evitar novos prejuízos, diz economista
Como adiantado, os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, um aumento de 226% em relação aos R$ 2,6 bilhões de 2024.
Ao mesmo tempo, os custos seguiram pressionando o caixa. Os pagamentos judiciais somaram R$ 6,4 bilhões, com alta de 55,12%. Já a queda de receitas chegou a R$ 2,3 bilhões.
Para enfrentar a crise, a estatal buscou um empréstimo de até R$ 12 bilhões, aprovado pelo Tesouro, e iniciou um plano de reestruturação. O programa de demissão voluntária teve adesão de pouco mais de 3 mil funcionários, abaixo da meta de 15 mil, mas gerou economia estimada de R$ 147,1 milhões em 2025 e R$ 775,7 milhões em 2026, somando R$ 923 milhões.
Além disso, a empresa renegociou R$ 2,5 bilhões em tributos, com parcelamento em até 60 parcelas, e projetou uma receita adicional de mais de R$ 13 milhões com a venda de 18 imóveis.
Mesmo com essas medidas, os Correios ainda enfrentam desafios para equilibrar as contas. A expectativa da empresa é atingir resultados mais estáveis apenas entre 2026 e 2027, enquanto lida com custos e necessidade de manter operação em todo o país.
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