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Operação mira esquema de fraudes e propinas envolvendo funcionários do BRB
Publicado 28/05/2026 • 11:51 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 28/05/2026 • 11:51 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Joédson Alves/Agência Brasil
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta quinta-feira (28) a operação Crédito Corrompido, que investiga um esquema de fraudes financeiras e crimes contra a administração pública com participação de funcionários, gerentes e correspondentes bancários do BRB (Banco de Brasília).
Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 1 milhão em bens e valores, montante que, segundo as investigações, teria sido recebido como propina e posteriormente lavado por meio de uma empresa de fachada.
A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR), com apoio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e das polícias civis de São Paulo e do Rio de Janeiro.
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Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram em 2025, após o próprio BRB identificar irregularidades e comunicar o caso às autoridades.
De acordo com os investigadores, o grupo criminoso era dividido em cinco núcleos: correspondentes bancários, intermediários, gerentes do BRB Varejo, gerentes do BRB Alta Renda e operadores financeiros.
O esquema atuava em duas frentes principais. Na primeira, ligada a empréstimos consignados de varejo, correspondentes bancários atraíam clientes inelegíveis, como professores e servidores temporários, principalmente por meio das redes sociais.
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A segunda frente envolvia a concessão de créditos milionários para clientes de alta renda. De acordo com a investigação, funcionários de escalão superior do banco liberavam operações sem critérios técnicos em troca de propina paga por operadores financeiros.
Os investigados poderão responder por peculato, corrupção ativa e passiva, estelionato contra a administração pública, lavagem de dinheiro e associação criminosa ou organização criminosa. Somadas, as penas máximas podem chegar a 30 anos de prisão.
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Seguir no GoogleEm nota, o BRB afirmou que a operação teve origem em informações repassadas pelo próprio banco às autoridades, após a identificação de irregularidades em movimentações financeiras e indícios de descumprimento de normas de compliance.
Segundo a instituição, a apuração interna começou ainda em 2025 e, após a identificação dos fatos, foram adotadas medidas administrativas. O banco informou ainda que segue colaborando integralmente com as investigações.
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