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Entenda por que Netflix, Disney+ e Amazon estão aumentando os preços
Publicado 25/08/2026 • 07:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 25/08/2026 • 07:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: unsplash
Entenda por que Netflix, Disney+ e Amazon estão aumentando os preços
Netflix, Disney+ e Amazon Prime Video estão aumentando os preços das assinaturas em diferentes mercados. Na Europa Ocidental, porém, os reajustes foram maiores do que em outras regiões nos últimos anos.
Nos últimos três anos, o custo médio de uma assinatura mensal das três plataformas aumentou US$ 1,86 (cerca de R$ 9,59) na Europa Ocidental. Nos Estados Unidos, maior mercado mundial de streaming, o avanço médio foi de US$ 1,70 (R$ 8,77).
A diferença ocorre em meio a uma transformação no modelo de negócios do setor. As empresas passaram a combinar planos mais baratos com anúncios e modalidades premium, enquanto procuram elevar a receita por assinante, de acordo com o The Guardian.
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Nos últimos quatro anos, os maiores serviços de streaming deixaram de depender apenas do crescimento do número de assinantes. Agora, também buscam aumentar quanto cada usuário gera de receita.
Nesse cenário, os planos com anúncios ganharam espaço como alternativa mais barata. Ao mesmo tempo, as modalidades sem publicidade sofreram aumentos maiores em termos monetários, justamente por atenderem consumidores dispostos a pagar mais.
A pesquisa da Ampere mostra, contudo, que os reajustes estão desacelerando. O aumento médio aplicado pelas três empresas equivalia a 24% do preço anterior em 2023 e 2024. Entre 2025 e 2026, essa média caiu para 14%.
Segundo Jaanika Juntson, gerente sênior de pesquisa da Ampere Analysis, a redução ocorre porque os consumidores estão chegando ao limite de sua disposição para pagar. Além disso, a concorrência entre as plataformas faz com que as empresas precisem considerar os preços cobrados pelos rivais.
A Netflix é um dos exemplos mais claros dessa estratégia. Em março, a empresa aumentou os preços nos Estados Unidos pela segunda vez em pouco mais de um ano. No Reino Unido, o último reajuste ocorreu em fevereiro de 2025. O plano básico com anúncios passou a custar £ 5,99 (R$ 42) por mês, enquanto o plano padrão sem anúncios chegou a £ 12,99 (R$ 91,17).
Os resultados financeiros da empresa no país também mostram o impacto da estratégia. A receita anual da Netflix no Reino Unido alcançou £ 2,06 bilhões (R$ 14,49 bilhões) no ano passado, superando pela primeira vez a marca de £ 2 bilhões (R$ 14,06 bilhões). O resultado representa alta de 11% em relação aos £ 1,85 bilhão (R$ 13,01 bilhões) registrados em 2024.
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Siga o Times | CNBCAlém disso, o lucro antes dos impostos passou de £ 63 milhões (R$ 443 milhões) para £ 72,5 milhões (R$ 509,82 milhões). A Netflix atribuiu o avanço principalmente ao crescimento de 7% na média de assinaturas pagas e ao aumento da receita média mensal por assinante.
A Disney+ aumentou os preços no Reino Unido e nos Estados Unidos entre setembro e outubro do ano passado.No Reino Unido, o plano com anúncios custa £ 5,99 (R$ 42) por mês. Já a modalidade padrão sem anúncios custa £ 9,99 (R$ 70) mensais ou £ 99,90 (R$ 700) por ano.
A Amazon adotou uma estratégia diferente. Desde fevereiro de 2024, usuários do Prime Video no Reino Unido precisam pagar uma taxa adicional de £ 2,99 (R$ 20,9) por mês caso queiram assistir aos conteúdos sem anúncios. Assim, o consumidor passou a escolher entre uma mensalidade menor com publicidade ou um custo maior para retirar os anúncios.
Apesar dos aumentos frequentes, a pesquisa indica que as plataformas enfrentam limites para continuar elevando os preços no mesmo ritmo.Por isso, publicidade e planos premium ganharam importância. Dessa maneira, Netflix, Disney+ e Amazon conseguem diversificar as fontes de receita sem depender exclusivamente de reajustes.
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A diferença entre os mercados também é significativa. Na África Subsaariana, por exemplo, o aumento médio das mensalidades nos últimos três anos ficou abaixo de US$ 1 (R$ 7), o menor entre as regiões analisadas. A formação dos preços considera fatores como concorrência, renda das famílias e disposição dos consumidores para pagar.
Assim, os aumentos refletem uma mudança no mercado de streaming, com a expansão da base de assinantes mais difícil. Netflix, Disney+ e Amazon passaram a buscar mais receita dentro do público que já possuem. Ao mesmo tempo, as empresas precisam controlar os reajustes para evitar que preços elevados levem os usuários a cancelar os serviços.
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